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Trabalhadores da EBSERH chegam ao 8º dia de greve

Publicado: 06 Abril, 2026 - 12h37 | Última modificação: 06 Abril, 2026 - 12h47

Escrito por: CUT-GO

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Foto: Rodrigo Leles- SINTSEP-GO

 

Os trabalhadores e trabalhadoras da EBSERH em Goiás, lotados no HC/UFG, chegaram nesta segunda-feira, 06 de abril, ao 8º dia de greve, mantendo a mobilização em defesa de reposição inflacionária mais ganho real nas cláusulas econômicas, e aplicação das cláusulas sociais. Nas duas propostas apresentadas pela empresa, foi oferecido aos trabalhadores primeiramente 80% do INPC e, na última rodada, 100% do INPC, sem ganho real, além das cláusulas sociais.

O diretor jurídico do SINTSEP-GO, Alexandre Coutinho, fez um resgate do movimento grevista e das rodadas de negociação com a EBSERH, reforçando a importância da unidade da categoria neste momento decisivo.

Também esteve presente o advogado Welton Marden, da assessoria jurídica do SINTSEP-GO, que esclareceu dúvidas e ofereceu segurança jurídica aos empregados e empregadas da empresa pública sobre os desdobramentos da ação no Tribunal Superior do Trabalho (TST) e os possíveis cenários da negociação.

De acordo com o advogado, a audiência de conciliação marcada pelo TST é um momento-chave para a construção de uma saída para o impasse:

“Se ele chamou para uma conciliação, é para resolver a greve. E a greve eu resolvo discutindo direito. Pode ser que amanhã as coisas andem, ou ele chame para outra negociação – embora os juízes falem que quarta-feira vai ter uma decisão – enfim, pode ser que haja uma proposta, ou não. Agora, se chegar no limite de não ter o consenso – das partes não se ajustarem, mesmo sendo um dissídio de greve – o juiz pode, sim, dar uma decisão econômica e social. Ele pode, por exemplo, manter o 100% do INPC”, considerou o advogado Welton Marden, da assessoria jurídica do SINTSEP-GO.

Categoria mantém greve cumprindo determinação do TST

Mesmo após a concessão de liminar pelo TST, no último dia 2 de abril, a categoria em Goiás decidiu manter a greve no HC/UFG, cumprindo integralmente o teor da decisão judicial, que determinou a manutenção de 80% do efetivo mínimo nas áreas assistenciais e administrativas.

O SINTSEP-GO tem orientado os trabalhadores a respeitar rigorosamente a decisão do Tribunal, garantindo a prestação dos serviços essenciais à população ao mesmo tempo em que preserva o direito constitucional de greve e a luta por melhores condições de trabalho.

Audiência de conciliação no TST e expectativa da categoria

Nesta terça-feira, 07 de abril, está marcada para as 11 horas uma audiência de conciliação no TST. Estarão presentes representantes de entidades nacionais, como a CONDSEF/FENADSEF, membros do Tribunal e da EBSERH, com o objetivo de buscar uma saída consensual para a greve.

A expectativa é de que, a partir dessa audiência, possa surgir uma proposta concreta que atenda, ainda que parcialmente, às reivindicações dos trabalhadores. Como ressaltou o advogado Welton Marden, qualquer encaminhamento que envolva proposta da empresa deverá ser analisado junto à categoria, em respeito ao caráter coletivo da decisão.

Respeito, dignidade e valorização: o que a categoria exige

Os trabalhadores e trabalhadoras da EBSERH em Goiás seguem firmes na luta por respeito, dignidade e valorização profissional. Durante a pandemia, muitos foram chamados de “heróis”, mas, na prática, nunca tiveram esse reconhecimento traduzido em condições dignas de trabalho e de remuneração.

O objetivo central do movimento permanece o mesmo: 100% do INPC + ganho real, em respeito à dignidade e à valorização dos empregados e empregadas da EBSERH, que atuam diretamente na assistência à população e na sustentação do SUS.

O SINTSEP-GO reforça que permanece aberto ao diálogo e à negociação, sempre em defesa dos direitos da categoria e de um serviço público de qualidade para toda a sociedade.

Enquanto a solução definitiva não é construída, o sindicato segue ao lado dos trabalhadores e trabalhadoras, oferecendo suporte jurídico, político e organizativo, e reafirmando que nenhum direito será abandonado.

 

Fonte: SINTSEP-GO