SINTEGO realiza Assembleia com paralisação dos trabalhadores(as) da educação
Assembleia foi realiza junto aos trabalhadores(as) da educação municipal de Goiânia, no Cepal do Setor Sul, e discutiu pautas urgentes da categoria.
Publicado: 17 Abril, 2026 - 16h17
Escrito por: CUT-GO
O SINTEGO realizou nesta sexta-feira, 17 de abril, uma Assembleia Extraordinária com paralisação das atividades dos(as) trabalhadores e trabalhadoras da rede municipal de educação de Goiânia, no Cepal do Setor Sul. A mobilização marcou a primeira assembleia da categoria em 2026 e reuniu grande participação da base.
Durante a assembleia, foram debatidas pautas urgentes da categoria, com destaque para o plano de carreira dos(as) Administrativos(as), progressões atrasadas dos(as) professores(as) e Administrativos(as) e a aplicação do PL Nº 21/23, chamado Lei do Descongela, um direito legítimo dos(as) trabalhadores(as).
Dentre os outros pontos discutidos, incluem: reajuste do Piso do Magistério e Data-Base 2026 para os(as) Administrativos(as), o Piso Nacional dos(as) Administrativos(as) (PL 2531/2021), a terceirização das merendas escolares, a convocação imediata dos aprovados(as) no concurso público da rede municipal, e a portaria municipal que impacta 70% dos(as) readaptados(as) .
A Lei nº 15.326, de 06 de janeiro de 2026, que alterou a LDB (Lei nº 9.394/1996) e a Lei do Piso (Lei nº 11.738/2008) para incluir os(as) professores(as) de educação infantil ( 0 a 5 anos) como profissionais de carreira do magistério, também entrou na pauta, que terá sua discussão ampliada em audiência pública chamada pela deputada estadual e presidenta licenciada do SINTEGO, Bia de Lima (PT-Goiás), e o deputado estadual Mauro Rubem (PT-Goiás), na Assembleia Legislativa de Goiás (ALEGO), nesta sexta-feira, às 14 horas, com a presença da Deputada Federal Luciene Cavalcante (PSOL-SP) , autora da legislação.
Progressões atrasadas, convocação dos(as) aprovados(as) em concurso e recuperação do IMAS.
O atraso nas progressões gerou forte cobrança dos(as) professores(as) da rede municipal, que acumulam pendências desde 2024, e dos Administrativos(as). No caso dos Administrativos(as), o SINTEGO orientou que os(as) trabalhadores(as) procurem o sindicato individualmente, pois muitos possuem progressões atrasadas em períodos distintos.
A assembleia também abordou a necessidade de convocação dos(as) aprovados(as) em concursos públicos, além de reivindicações ligadas ao Instituto Municipal de Assistência à Saúde dos Servidores (IMAS). Entre as propostas para o IMAS estão o fortalecimento da auditoria, a criação de um fundo próprio e a revisão do modelo de financiamento.
Na área da previdência, os(as) trabalhadores(as) discutiram os impactos da reforma de 2018, e defenderam a revisão de medidas consideradas prejudiciais, especialmente as relacionadas à gestão e destinação dos recursos previdenciários.
Durante a atividade, parlamentares estiveram presentes e manifestaram apoio às reivindicações da categoria, entre eles a deputada estadual Bia de Lima (PT-Goiás) e o deputado estadual Mauro Rubem (PT-Goiás) além das vereadoras Kátia Maria (PT-Goiânia), Aava Santiago (PSB-Goiânia) e a professora Ludmylla Morais (PT-Goiânia), que também é presidenta em exercício do SINTEGO e diretora da CUT Goiás.
A assembleia ainda reforçou a importância da garantia de investimento público na educação, com destaque para a defesa dos 10% do PIB previstos no Plano Nacional de Educação. Também foi mencionado a necessidade do processo de revisão e atualização dos planos estadual e municipal de educação.
Encaminhamentos
Ao final da assembleia, a professora Ludmylla Morais destacou os encaminhamentos da categoria.
“O SINTEGO, por meio de sua direção, escutou atentamente cada demanda e, no final, o encaminhamento votado pela maioria dos trabalhadores em educação foi: audiência pública na Câmara Municipal de Goiânia contra a terceirização da merenda, no dia 28 de abril; participação da categoria no ato do 1º de Maio; e uma nova assembleia com indicativo de greve no dia 07 de maio”, informa Ludmylla.
Ludmylla reforçou que será dado um prazo de 20 dias para que a prefeitura apresente soluções concretas para as pautas.
“Nós teremos de hoje até o dia 07 para que a prefeitura apresente soluções para as demandas da categoria. E é muito importante dizer que, durante esse período, faremos uma campanha onde os(as) Administrativos(as) da educação, apresentarão o seu contracheque para a comunidade escolar de onde trabalham .Peguem o seu contracheque e chamem a comunidade para apoiar a nossa luta. Nós queremos resolver e esperamos que a administração também queira. Sigamos na luta!”, afirma Ludmylla.