Nota de apoio da CUT Goiás à greve dos trabalhadores(as) da EBSERH
Publicado: 06 Abril, 2026 - 14h10
Escrito por: CUT-GO
A Central Única dos Trabalhadores de Goiás (CUT Goiás) manifesta seu total apoio aos trabalhadores e trabalhadoras da Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (EBSERH) em Goiás, que, de forma legítima e democrática, decidiram pela manutenção da greve após rejeitarem a última proposta do ACT 2026/2027 apresentada pela empresa no processo de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST).
A decisão da categoria, construída em assembleia conduzida pelo SINTSEP-GO expressa a indignação dos trabalhadores e trabalhadoras diante de uma proposta que não garante ganho real dos seus salários e desconsidera a importância estratégica desses profissionais para o funcionamento do sistema público de saúde.
Após a negativa da categoria e a decisão pela manutenção da greve, a EBSERH ingressou com um Dissídio Coletivo de Greve no TST, já obtendo liminar por parte do tribunal que determina a manutenção de 80% (oitenta por cento) do efetivo mínimo tanto nas áreas médico/assistenciais quanto nas áreas administrativas, sob pena de multa diária de R$ 50.000,00.
A imposição deste percentual mínimo de trabalhadores em atividade e a aplicação de multas às entidades representativas em caso de descumprimento, são medidas que, na prática, pressionam e enfraquecem o legítimo movimento paredista.
A CUT Goiás afirma que a judicialização não pode substituir o processo de negociação coletiva. É fundamental que a EBSERH realize um diálogo efetivo com os trabalhadores e trabalhadoras, apresentando uma proposta que respeite seus direitos e sua dignidade.
Reconhecemos a força, a coragem e a unidade da categoria, que reafirma seu compromisso com a luta por valorização, dignidade e melhores condições de trabalho — e defendemos a negociação coletiva, sem imposições e sem a retirada do direito da categoria de decidir sobre seu Acordo Coletivo de Trabalho.
Seguiremos ao lado do SINTSEP-GO e de toda a base em greve, fortalecendo a mobilização e cobrando da EBSERH uma proposta que esteja à altura da importância desses profissionais para a saúde pública brasileira.
Nenhum direito a menos! Valorização já!