MENU

Fórum Sindical cobra recomposição salarial em reunião com a administração municipal

Publicado: 12 Junho, 2026 - 14h33

Escrito por: CUT-GO

notice

Representantes do Fórum Sindical dos Servidores Públicos Municipais de Goiânia participaram, nesta quarta-feira, 10 de junho,  de uma reunião com a secretária de Governo do município, Sabrina Garcez, para discutir as principais reivindicações do funcionalismo municipal. Entre os temas centrais da pauta esteve o reajuste da data-base dos servidores, diante da insatisfação das entidades com a proposta de reajuste de 4,26%, abaixo do IPCA,  parcelada até outubro  pela administração municipal.

O encontro ocorreu em meio à mobilização das entidades sindicais pela recomposição integral das perdas inflacionárias acumuladas. O Fórum defende a aplicação de um índice de 5,12%, correspondente à recomposição integral das perdas acumuladas, incluindo a inflação do último período de 4,39% e a diferença de 0,7% não reposta na revisão salarial anterior, com pagamento em parcela única.

Durante a reunião, os representantes dos servidores reforçaram a necessidade de uma resposta efetiva da Prefeitura às reivindicações da categoria. Estiveram presentes os(as) representantes da base cutista, Ludmylla Morais, presidenta em exercício do SINTEGO, diretora da CUT Goiás e vereadora por Goiânia, Néia Vieira, presidenta do SINDSAÚDE-GO, e Ricardo Manzi, diretor da CUT Goiás, vice-presidente do SINDSAÚDE-GO, e diretor da FENACSAÚDE. Para as entidades, a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras do serviço público é fundamental para garantir a qualidade dos serviços oferecidos à população.

Como parte dos argumentos apresentados pelo movimento sindical, foi destacado um estudo elaborado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que analisou a situação fiscal do município à luz dos limites estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). O levantamento demonstra que os gastos com pessoal do Poder Executivo Municipal correspondem atualmente a 46,28% da Receita Corrente Líquida, percentual abaixo dos limites previstos na legislação.

De acordo com a análise, a administração municipal possui margem para ampliar as despesas com pessoal sem ultrapassar os parâmetros legais. O estudo aponta que seria possível conceder um reajuste superior ao percentual reivindicado pelos servidores sem comprometer o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal, evidenciando que a recomposição salarial defendida pelas entidades encontra respaldo na capacidade financeira do município.

Para o Fórum Sindical, os dados reforçam que a discussão sobre a data-base não deve ser tratada apenas sob a ótica das restrições orçamentárias, mas também como uma questão de valorização do funcionalismo e de respeito aos direitos dos servidores públicos municipais. 

As entidades argumentam que a manutenção do poder de compra dos salários é uma condição essencial para o fortalecimento dos serviços públicos e para o reconhecimento do trabalho desempenhado diariamente por milhares de trabalhadores e trabalhadoras que atendem a população nas áreas da saúde, educação, assistência social, administração e demais setores do município.

Ao final da reunião, as entidades reafirmaram a expectativa de que a Prefeitura apresente uma resposta às reivindicações apresentadas pelo Fórum e avance na construção de uma proposta que contemple a recomposição das perdas salariais acumuladas.