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CUT Goiás repudia ação truculenta da PM de Goiás contra o vereador Fabrício Rosa.

Publicado: 20 Abril, 2026 - 14h56

Escrito por: CUT-GO

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A Central Única dos Trabalhadores de Goiás repudia veementemente a ação truculenta e arbitrária da Polícia Militar do Estado de Goiás contra Fabrício Rosa, vereador por Goiânia, e  Leandro de Almeida Costa, coordenador nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), durante uma manifestação pacífica do MST  realizada nesta sexta-feira, 17 de abril, em Santa Helena de Goiás. 

O parlamentar  foi até o município para participar do Abril de Lutas— mobilização que ocorre em todo o Brasil em memória ao Massacre de Eldorado dos Carajás,  que vitimou 21 trabalhadores rurais em ação da PM do Pará - mas foi  impedido de chegar ao ato público pelos policiais sob a alegação de ter cometido desacato. A manifestação  em Goiás também denuncia a situação da Usina Santa Helena, ligada ao Grupo Naum, que acumula dívida milionária com o Estado enquanto mantém terras improdutivas. 

A CUT Goiás presta seu total apoio e solidariedade ao vereador Fabrício Rosa, a Leandro de Almeida Costa e  aos manifestantes do  MST, que lutam pela adjudicação das terras da Usina Santa Helena. 

Reafirmamos, ainda, nosso apoio histórico à luta do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, organização que há décadas se dedica à defesa da reforma agrária, da justiça social no campo e da democratização do acesso à terra no Brasil. A trajetória do MST é marcada pela resistência, pela organização popular e pela construção de alternativas concretas de produção, educação e vida digna para milhares de famílias trabalhadoras do campo.

Denunciamos que a ação policial configura um grave atentado ao Estado Democrático de Direito, ao cercear o direito à livre manifestação e à organização popular. Da mesma forma, considera inaceitável o impedimento de um parlamentar no exercício legítimo de seu mandato, o que fere princípios da representação política.

Diante disso, a CUT Goiás repudia qualquer tentativa de criminalização dos movimentos sociais e reafirma seu compromisso com a luta histórica da classe trabalhadora brasileira.

Central Única dos Trabalhadores de Goiás

17 de abril de 2026