Administrativos da Educação cobram da Prefeitura a retomada das negociações.
Administrativos da Educação de Goiânia seguem em greve e realizaram na manhã desta quarta-feira, 03, mais um ato em frente ao Paço Municipal para cobrar da Prefeitura, valorização da categoria.
Publicado: 02 Setembro, 2026 - 14h07 | Última modificação: 02 Setembro, 2026 - 14h23
Escrito por: CUT-GO
Os(as) Administrativos(as) da Rede Municipal de Educação de Goiânia realizaram, nesta quarta-feira, 2 de setembro, mais um ato em frente ao Paço Municipal para cobrar da Prefeitura a retomada da mesa de negociação e a apresentação de uma proposta que garanta valorização à categoria. Em greve desde 17 de agosto, os(as) Administrativos(as) se mobilizaram para o café no Paço, com apitaço, organizado pelo SINTEGO.
A mobilização começou com um café da manhã, seguido de falas de dirigentes sindicais e trabalhadores(as). Em seguida, a categoria se deslocou até o Paço Municipal, onde deu continuidade à manifestação e pressionou a administração pela reabertura das negociações.
A comissão do SINTEGO foi recebida pela secretária municipal de Governo, Sabrina Garcez, e pelo chefe de gabinete da Procuradoria do Município. Participaram da comissão Ludmylla Morais, presidenta em exercício do SINTEGO, vereadora por Goiânia e diretora da CUT-GO, e Bia de Lima, deputada estadual e presidenta licenciada do SINTEGO.
Durante a reunião, o SINTEGO voltou a defender que o orçamento destinado à Educação deve contemplar também a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras administrativos. A entidade reforçou a necessidade de reajuste salarial e de medidas que reconheçam o papel desempenhado pela categoria no funcionamento da Rede Municipal de Educação.
Na reunião, o representante da Procuradoria informou que a administração aguarda uma decisão judicial relacionada à greve. O SINTEGO avalia que a Prefeitura busca sustentar, no âmbito judicial, o argumento de que o movimento não estaria garantindo 70% do efetivo nas unidades escolares.
O sindicato contesta essa posição e ressalta que escolas e CMEIs já enfrentam déficit de pessoal antes do início da paralisação. Para a entidade, atribuir à greve a dificuldade de manutenção desse percentual desconsidera a falta de trabalhadores que já existe na Rede Municipal de Educação.
Categoria contesta tentativa de atribuir caráter eleitoral à greve
O SINTEGO também rebate a alegação da administração municipal de que a greve e as mobilizações teriam motivação política ou eleitoral. Segundo o sindicato, a luta dos Administrativos(as) por valorização não começou no atual período eleitoral. Desde 2022, a entidade e a categoria realizam mobilizações e greves para cobrar do poder público melhores condições e reconhecimento profissional.
A atual paralisação ocorre após um novo período de negociações com a Prefeitura. No dia 25 de agosto, a administração municipal encerrou a mesa de negociação relativa à reestruturação da tabela de vencimentos e ao Plano de Carreira dos trabalhadores(as) administrativos e retirou as propostas que haviam sido apresentadas durante as tratativas.
Mobilização continua
Após o ato desta quarta-feira, o SINTEGO apresentou novos encaminhamentos para ampliar a mobilização e buscar apoio da sociedade às reivindicações.
Até domingo, 06 de setembro, a orientação é para que os(as) trabalhadores(as) procurem lideranças religiosas de suas comunidades e apresentem a situação da categoria, buscando apoio ao movimento. O sindicato também encaminhou uma carta à comunidade para fortalecer o diálogo com as famílias nas unidades escolares.
Os Administrativos e Administrativas também foram orientados a envolver familiares, realizar panfletagens junto à comunidade escolar e intensificar a mobilização nas redes sociais.
A greve continua, enquanto a categoria cobra da Prefeitura de Goiânia a retomada efetiva das negociações e uma proposta que assegure valorização aos trabalhadores e trabalhadoras administrativos da educação.