Administrativos(as) encerram greve na Rede Municipal de Educação de Goiânia.
Categoria aprovou proposta apresentada pela Prefeitura. Acordo prevê manutenção da proposta apresentada anteriormente, não haverá corte de ponto e discussão do Plano de Carreira será retomada em abril.
Publicado: 15 Setembro, 2026 - 12h40 | Última modificação: 15 Setembro, 2026 - 13h03
Escrito por: CUT-GO
Os(as) Administrativos(as) da Rede Municipal de Educação de Goiânia decidiram, nesta terça-feira, 15 de setembro, pelo encerramento da greve iniciada no dia 17 de agosto. A decisão foi tomada durante Assembleia Extraordinária realizada pelo SINTEGO.
Após a apresentação e o debate sobre a proposta encaminhada pela Prefeitura de Goiânia, a maioria dos(as) trabalhadores(as) votou pela aprovação e pelo retorno às atividades.
A proposta mantém os pontos apresentados anteriormente pela administração municipal para a reestruturação da tabela de vencimentos da categoria. Entre eles estão a elevação do piso do Nível I, Referência A, para R$ 1.640; progressão horizontal de 1,2%; progressão vertical de 7,42%; e recomposição gradual das diferenças entre referências e níveis.
Pela proposta apresentada anteriormente, os ganhos reais médios estimados para 2026 são de 7,910% para os(as) servidores(as) do Nível I; 11,647% para o Nível II; 8,418% para o Nível III; e 3,984% para o Nível IV. Os reajustes também incidem sobre benefícios da carreira, como quinquênio e adicional de titulação.
Com o acordo aprovado nesta terça-feira, a Prefeitura se compromete ainda a retomar, em abril, as discussões com a categoria na perspectiva da construção do Plano de Carreira dos(as) Administrativos(as).
Outro ponto importante é a garantia de que não haverá corte de ponto dos(as) trabalhadores(as) que participaram da greve. Também ficou assegurado o pagamento do auxílio-locomoção referente ao mês de julho. O bônus concedido aos(às) servidores(as) não terá impacto sobre os demais pontos estabelecidos no acordo.
Quase um mês de mobilização
A decisão encerra uma greve iniciada em 17 de agosto e marcada por assembleias, atos públicos, visitas às unidades educacionais e tentativas de negociação com a Prefeitura.
No dia 24 de agosto, mais de 80% dos(as) trabalhadores(as) decidiram manter a paralisação após considerarem insuficiente a proposta apresentada naquele momento. Entre as reivindicações defendidas durante a mobilização estavam o enquadramento dos(as)auxiliares, a isonomia dos(as) assistentes, a insalubridade dos(as) agentes de apoio e a construção de um Plano de Carreira que garantisse valorização profissional.
A categoria também realizou mobilizações no Paço Municipal, dialogou com a comunidade escolar e buscou apoio da sociedade para pressionar pela retomada das negociações.
Último ato levou mobilização ao Setor Universitário
Antes da Assembleia que decidiu pelo encerramento da greve, os(as) Administrativos(as) realizaram, no 18º dia da paralisação, um ato público no Setor Universitário, no Terminal Praça da Bíblia.
Durante a atividade convocada pelo SINTEGO, os(as) trabalhadores(as) conversaram com a população, explicaram os motivos da greve e distribuíram panfletos apresentando as reivindicações da categoria e as razões que levaram ao início da paralisação.
Os(as) manifestantes também recolheram assinaturas para o abaixo-assinado em apoio à pauta dos(as) Administrativos(as), ampliando o diálogo com a comunidade e fortalecendo a pressão por uma solução para o movimento.
Ao longo de quase um mês, a mobilização levou a reivindicação por valorização da categoria para dentro das unidades educacionais, às ruas e ao Paço Municipal.
Com a aprovação da proposta nesta terça-feira, a greve chega ao fim, mas a organização dos(as) Administrativos(as) continua. O próximo passo será acompanhar o cumprimento dos compromissos assumidos e a retomada, em abril, das discussões sobre o Plano de Carreira.
A CUT-GO acompanhou a mobilização e reafirma a importância da organização dos(as) trabalhadores(as) e da luta coletiva pela valorização dos(as) profissionais que diariamente contribuem para o funcionamento da educação pública municipal.