32º Grito dos Excluídos e Excluídas ocupa as ruas de Goiânia.
Mobilização reuniu movimentos sociais, sindicatos, entidades e organizações religiosas neste 7 de setembro; mística chamou atenção para a violência contra mulheres e crianças.
Publicado: 08 Setembro, 2026 - 09h06 | Última modificação: 08 Setembro, 2026 - 09h47
Escrito por: CUT-GO
Movimentos sociais, sindicatos, entidades representativas e organizações religiosas ocuparam as ruas de Goiânia, nesta segunda-feira, 07 de setembro, Dia da Independência do Brasil, para a realização do 32º Grito dos Excluídos e Excluídas. A mobilização contou com o apoio e a participação da CUT-GO e teve como um de seus principais momentos uma mística em memória das vítimas da violência.
A concentração começou às 9 horas em frente à Catedral Metropolitana de Goiânia, reunindo representantes da Arquidiocese de Goiânia, movimentos sociais, entidades sindicais, centrais sindicais e do Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e da Soberania, responsável pela organização da mobilização na capital.
Na escadaria da Catedral, manifestantes depositaram sapatos usados em uma representação simbólica das mulheres vítimas de violência doméstica e feminicídio e das crianças abandonadas. A intervenção deu visibilidade a uma das pautas centrais do Grito deste ano: a defesa da vida das mulheres e o enfrentamento às diferentes formas de violência.
Além da mensagem de denúncia, a mística também ganhou caráter solidário. Os calçados levados pelos participantes serão destinados posteriormente a instituições de caridade, para que possam ser doados a pessoas em situação de vulnerabilidade.
Após a mística e as falas das lideranças, os participantes deixaram a concentração e seguiram pelas ruas da capital, levando as bandeiras dos movimentos populares e das entidades participantes rumo à Praça Universitária, local de encerramento da mobilização.
Em sua 32ª edição, o Grito mantém o tema permanente “Vida em Primeiro Lugar!” e traz, em 2026, o lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia, erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania!”. A mobilização articula a luta contra o feminicídio e as desigualdades com a defesa da moradia, da terra, da paz, dos direitos sociais, da democracia e da soberania nacional.
Realizado desde 1995, o Grito dos Excluídos e Excluídas tradicionalmente transforma o 7 de setembro em um espaço de mobilização popular e reúne, em todo o país, organizações sociais, sindicatos, igrejas, pastorais e movimentos populares para denunciar desigualdades e reivindicar direitos.
Neste ano, manifestações foram realizadas em diferentes regiões do Brasil, colocando no centro do debate questões como moradia digna, reforma agrária, defesa do SUS e da educação pública, fim da escala 6x1, enfrentamento ao feminicídio e defesa da soberania.
A participação da CUT-GO no Grito reafirma o seu compromisso com a unidade entre o movimento sindical e os movimentos sociais na defesa dos direitos da classe trabalhadora, da democracia, da soberania e de condições dignas de vida para toda a população.