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UFG denuncia na Câmara que só tem dinheiro para funcionar até setembro

CUT Goiás, demais centrais e vários sindicatos se unem em defesa da universidade e vão para a rua em carreata neste sábado (29)

Publicado: 27 Maio, 2021 - 15h36 | Última modificação: 27 Maio, 2021 - 15h52

Escrito por: Maísa Lima

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Reitor da UFG e presidente da Andifes, Edward Madureira descreve os problemas financeiros

Caso o governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) insista no corte de 18% no orçamento das universidades federais, a Universidade Federal de Goiás (UFG) fechará as portas em setembro próximo.

O alerta foi feito na manhã desta quinta (27) na Câmara Municipal de Goiânia pelo reitor da UFG e presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Edward Madureira.


A presidenta da Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás), Bia de Lima – que também preside o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado de Goiás – estava na Câmara, junto com representantes das demais centrais e de diversos sindicatos para apoiar a denúncia de Edward Madureira.

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“Sou professora formada pela UFG. Como não defender a universidade frente aos ataques desse governo genocida? Temos de cerrar fileiras em torno desse patrimônio do povo goiano. Fornece profissionais para todas as áreas, gera conhecimento e o devolve para a população. Queremos que ela continue a fazer seu belíssimo trabalho”, declarou Bia.

Pandemia
Nesse momento em que pandemia pelo coronavírus já matou mais de 450 mil brasileiros, vêm das universidades as campanhas de solidariedade, a produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs), pesquisas sobre a doença, testes de novos medicamentos e atendimento nos 45 hospitais universitários.

“A universidade pública brasileira não parou um momento sequer. Temos algumas vacinas em fase bem adiantada, pelo menos quatro bastante promissoras. Essa universidade que se encontra agora numa situação extremamente delicada do ponto de vista orçamentário”, ressaltou o reitor.

Segundo Edward, em 2019 o orçamento para a manutenção das 69 federais foi da ordem de R$ 6 bilhões. Em 2020, houve um decréscimo de cerca de R$ 500 milhões, passando para R$ 5,5 bilhões. Em 2021, o número previsto no Projeto de Lei Orçamentária da União (Ploa) já tinha um corte de 18% (aproximadamente R$ 1 bilhão), que foi agravado com a retirada de mais R$ 120 milhões na apreciação do relatório setorial na Comissão Mista de Orçamento (CMO) da Câmara dos Deputados.

“Isso é de uma gravidade enorme, inviabiliza o funcionamento das universidades, porque muitas delas já se encontram em condições de carregar dívidas do ano anterior, por um orçamento congelado há praticamente 5 anos. Agora teremos R$ 1.180 bilhão a menos, num cenário onde os custos certamente crescerão em função das adequações para o retorno presencial. Um orçamento que precisa crescer, diminui”, analisou Edward.


Carreata
Neste sábado (29) haverá uma carreata em Goiânia exigindo pão, saúde e educação. A concentração será às 9 horas, na Praça Universitária, no Setor Universitário. Com todos os cuidados exigidos pela pandemia (uso de máscara e distanciamento social) vamos exigir a saída de governo genocida, vacina para todos já e volta do auxílio emergencial de 600 reais.