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UEE-GO avisa: 13 de agosto vai ter novo tsunami em defesa da Educação

Greve ganha mais força e adesões cada vez que o governo Bolsonaro anuncia uma nova medida contra educação pública e os direitos da classe trabalhadora

Publicado: 24 Julho, 2019 - 11h43 | Última modificação: 24 Julho, 2019 - 11h51

Escrito por: Maísa Lima

Maísa Lima
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Dani Cruz, durante entrevista à Rádio Trabalhador

No começo era para ser o Dia Nacional de Mobilizações, Paralisações e Greves contra a Reforma da Previdência e em Defesa da Educação e havia sido convocado pela Confederação Nacional da Educação (CNTE). Agora o 13 de agosto já está sendo chamado pelos estudantes de novo tsunami da educação, a exemplo do que foi o último dia 15 de maio.

Sim. A União Nacional dos Estudantes (UNE) encampou a data e pretende realizar nesse dia uma manifestação monstro em defesa das universidades e institutos federais. Conforme a presidenta da União Estadual dos Estudantes em Goiás (UEE), Dani Cruz, a greve ganha mais força e adesões cada vez que o governo de Jair Bolsonaro (PSL) anuncia uma nova medida contra educação pública e os direitos da classe trabalhadora.

“Se já estava ruim com o contingenciamento de verbas das universidades e institutos federais, a coisa ficou ainda mais grave com o projeto Future-se”, declarou a líder estudantil, referindo-se ao programa lançado pelo Ministério da Educação e Cultura (MEC) no último dia 17. O Future-se planeja privatizar todo o ensino universitário e, em meio a tudo isso, a Câmara dos Deputados aprovou em primeira votação a reforma da Previdência, intensificando a organização e mobilizações para o dia 13, com o envolvimento das centrais sindicais.

Privatize-se
Apelidado como ‘privatize-se’, o programa do governo federal planeja tirar a responsabilidade do Estado na garantia do financiamento da educação superior, aprofundando os cortes e contingenciamento já iniciados, pondo fim à carreira pública de servidores federais da educação, estimulando a concorrência perversa com novos ingressos pelo sistema de contratação privada, sem qualquer garantia ou estabilidade de emprego. Isso sem falar no risco de reverter a democratização da universidade que permitiu, nos últimos 15 anos, a entrada de milhares de estudantes historicamente excluídos, como pobres, negros, índios e mulheres.

“Não vamos aceitar a privatização da educação. O que vier contrário a isso vai encontrar resistência”, disse Dani, que concedeu entrevista nesta quarta-feira (24), ao programa Antena Ligada da Rádio Trabalhador (www.radiotrabalhador.com.br).

A presidenta da UEE-GO criticou a gestão das Organizações Sociais (OSs). “A medida é inconstitucional, porque é responsabilidade do Estado o controle das universidades públicas”, disse. Para ela existe um efeito dominó em andamento e finamente orquestrado: “O desmonte da educação está associado à reforma da Previdência, à precarização do trabalho, à terceirização sem limites. Tudo para reduzir a importância do diploma e, consequentemente, o valor dos salários, fechando com o fim da aposentadoria”, analisou.

Dani também falou sobre a situação de 20 mil universitários goianos que dependem da Bolsa Universitária da Organização das Voluntárias de Goiás (OVG) para fazer o curso superior. “Desde o governo de Marconi Perillo (PSDB) que elas não são pagas e o impasse continua com o governador Ronaldo Caiado (DEM). É preciso solucionar a questão. A luta não é só para entrar no ensino superior, mas também para ter condições de permanecer no curso até o fim”, pontuou.