Escrito por: CUT-GO

Trabalhadores ecetistas em Goiás aprovam greve após falta de avanços no ACT

Campanha Salarial 2026/2027 segue paralisada diante da resistência da administração dos Correios em apresentar uma proposta que atenda as reivindicações da categoria.

Laryssa Machado - SINTECT/GO
Assembleia dos(as) trabalhadores(as) dos Correios em Goiás

Os trabalhadores e trabalhadoras dos Correios em Goiás aprovaram, na última quinta-feira, 10 de setembro, a deflagração da greve da categoria. A decisão foi tomada em Assembleia Geral realizada em Goiânia e em Assembleias Regionais promovidas pelo SINTECT-GO. 

A paralisação teve início às 22h da última quinta-feira, seguindo o calendário nacional de mobilização da categoria. A greve é resultado da falta de avanços nas negociações da Campanha Salarial 2026/2027 e da ausência de uma nova proposta dos Correios que contemple as reivindicações dos trabalhadores.

As negociações chegaram ao Tribunal Superior do Trabalho (TST), após os Correios solicitarem, em 28 de agosto, a intermediação pré-processual. A primeira audiência de tentativa de conciliação ocorreu em 1º de setembro, mas terminou sem acordo.

Entre os principais pontos de impasse estão o reajuste salarial, a manutenção do plano de saúde e a preservação de direitos históricos da categoria. A proposta apresentada pela empresa prevê reajuste de 4,35%, correspondente ao INPC, no primeiro ano do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), sem ganho real, e recomposição da inflação no segundo ano.

Categoria reivindica manutenção de direitos

Um dos principais pontos de preocupação é o plano de saúde. Segundo as entidades representativas dos trabalhadores, a direção dos Correios pretende deixar de ser mantenedora do benefício, transferindo para a categoria custos atualmente assumidos pela empresa.

Também estão no centro das negociações cláusulas referentes ao adicional de 70% de férias, ao repouso trabalhado e ao ticket extra. Esses pontos estão entre as cláusulas que tiveram seus efeitos suspensos em decorrência de ação judicial movida pela empresa no Supremo Tribunal Federal (STF).

Para as entidades sindicais, as dificuldades financeiras enfrentadas pelos Correios não podem ser solucionadas por meio da retirada de direitos e da transferência de custos para os trabalhadores e trabalhadoras.

A mobilização vinha sendo construída nacionalmente e, diante da ausência de avanços nas negociações, a categoria decidiu pela deflagração da greve.

O SINTECT-GO informou que seguirá acompanhando o movimento e orientando os trabalhadores e trabalhadoras sobre os próximos encaminhamentos da mobilização.