Assembleia Geral convocada pelo SINDSAÚDE-GO abordou direitos pendentes, condições de trabalho e os próximos passos da mobilização diante das reivindicações da categoria apresentadas à Prefeitura de Goiânia
Trabalhadores e trabalhadoras da Saúde de Goiânia participaram, na última quinta-feira, 10 de setembro, da Assembleia Geral convocada pelo SINDSAÚDE-GO. Realizada no auditório da Funasa, a atividade reuniu a categoria para discutir direitos pendentes, condições de trabalho e os próximos passos da mobilização diante das reivindicações apresentadas à Prefeitura de Goiânia.
Um dos principais pontos debatidos foi o atraso na implantação das progressões do Plano de Carreira. Segundo o sindicato, a cada mês de atraso, os trabalhadores deixam de receber o acréscimo de 6,12% no vencimento. Durante a assembleia, também foram apresentadas informações sobre as reuniões realizadas entre o SINDSAÚDE-GO e a gestão municipal e o posicionamento da Prefeitura sobre algumas das demandas.
A preocupação da categoria aumentou após a gestão do prefeito Sandro Mabel apresentar uma proposta para concessão das progressões condicionada à assinatura de um documento de renúncia aos valores retroativos. O SINDSAÚDE-GO orienta os trabalhadores a não assinarem qualquer documento abrindo mão desses valores sem antes buscar orientação do sindicato.
Além das progressões, a assembleia discutiu o pagamento dos quinquênios relacionados à Lei Complementar nº 191/2022; titulação; redução da jornada dos Agentes de Combate às Endemias (ACEs) e Agentes Comunitários de Saúde (ACSs) diante das condições climáticas; falta de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) e de condições adequadas de trabalho; retirada de veículos da Estratégia Saúde da Família (ESF); correção da tabela de progressão dos Auxiliares de Saúde – Grau I; e inclusão dos ACSs e ACEs no plano de carreira da Saúde.
Participaram da atividade a presidenta do SINDSAÚDE-GO, Néia Vieira; o vice-presidente do sindicato, diretor da CUT-GO e diretor da FENASCE, Ricardo Manzi; a diretora do SINDSAÚDE-GO e da FENASCE, Elaine Silva; além dos diretores Marlene Soares, Alonso Julião, Luiza Rocha e Jacy de Oliveira.
A assembleia reforçou a importância da organização coletiva diante das reivindicações da categoria. O SINDSAÚDE-GO defende que a valorização dos trabalhadores e trabalhadoras, a garantia de direitos e de condições dignas de trabalho também são fundamentais para fortalecer o SUS e assegurar atendimento público de qualidade à população de Goiânia.