Em assembleia realizada na manhã desta terça-feira, 31 de março, foi reprovada por todos os trabalhadores e trabalhadoras presentes a proposta de acordo apresentada pela EBSERH em reunião com o TST.
A CUT Goiás apoiou na manhã desta terça-feira, 31 de março, na porta do Hospital das Clínicas da UFG (HC/UFG), a assembleia realizada pelo SINTSEP-GO com os(as) trabalhadores e trabalhadoras da EBSERH Goiás para avaliar a proposta apresentada pela empresa em reunião de mediação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), realizada nesta segunda-feira, 30 de março, com as entidades nacionais.
A proposta apresentada pela EBSERH no TST foi rechaçada pelos cerca de 100 trabalhadores e trabalhadoras que participaram da assembleia. A categoria considerou o conteúdo totalmente insuficiente diante das suas perdas acumuladas e das reivindicações postas na mesa de mediação.
Categoria busca contraproposta
Durante a reunião, os trabalhadores e trabalhadoras apontaram a necessidade de construir um novo índice de reajuste a ser defendido nacionalmente, diante da proximidade dos prazos e da falta de uma proposta minimamente aceitável por parte da empresa.
A assembleia indicou como referencial a recomposição integral da inflação, acrescida de um percentual de ganho real.
Ainda não houve definição do percentual exato desse ganho real (foram citados números como 6% e 8%), mas ficou claro que a categoria não aceita permanecer apenas com a inflação, exigindo avanços concretos na remuneração e nos benefícios.
A discussão sobre o índice será aprofundada em diálogo com os demais estados e com as entidades nacionais, para que a categoria apresente uma proposta unificada.
Apoio dos Conselhos de Saúde à greve no HC-UFG
A assembleia também registrou o apoio público de instâncias de controle social da saúde à luta dos trabalhadores da EBSERH Goiás no HC-UFG.
Manifestaram-se favoráveis à greve integrantes do Conselho Municipal de Saúde de Goiânia, por meio da companheira e trabalhadora da Ebserh, Valdivina Falone, e do Conselho Estadual de Saúde de Goiás, por meio do diretor de comunicação do SINTSEP-GO, João Bernardino Gonçaves Neto.
“Esse apoio reforça que a pauta dos trabalhadores não é apenas corporativa, mas diretamente ligada à defesa do SUS, da qualidade do atendimento e das condições de trabalho dentro do Hospital das Clínicas”, apontou Bernardino.
Tentativa de censura e reação da categoria
Durante a mobilização, a gestão do hospital tentou retirar os cartazes afixados pelos trabalhadores na recepção e na área externa do HC/UFG, numa clara tentativa de silenciar e invisibilizar a greve e o movimento.
A atitude foi imediatamente rebatida pelos trabalhadores. Chamados à reação pelo presidente do SINTSEP-GO, Antônio Gilvan, e pelo diretor jurídico da entidade, Alexandre Coutinho, a categoria reagiu colando ainda mais cartazes e tirando uma foto simbólica nas escadarias do prédio, reafirmando o direito de expressão e de organização sindical na porta do hospital.
Reunião com a administração e manutenção dos cartazes
Diante do conflito em torno dos materiais da greve, a direção do sindicato se reuniu com o gerente administrativo do HC/UFG, José Garcia Neto, para tratar da situação. A comitiva, composta por Antônio Gilvan, Alexandre Coutinho, João Bernardino e pela diretora de organização do SINTSEP-GO, Dulce Costa, trouxe o seguinte resultado:
O Sintsep-GO ressaltou que, mesmo com essa limitação, a visibilidade da greve e da mobilização está garantida na área externa, onde são realizadas as assembleias, panfletagens e diálogos com a população usuária do SUS.
Alexandre ressaltou que, “se os cartazes incomodaram é porque a greve está funcionando”, conclamando o grupo a manter-se unido até que a empresa apresente uma proposta digna e condizente com o nível de negociação que o movimento espera.
Antônio Gilvan também destacou que foi discuto junto ao gerente administrativo da empresa a questão do ponto dos funcionários e o número de profissionais mobilizados.
“Durante a reunião com o Dr. José Garcia, debatemos sobre a questão do ponto, onde foi demonstrada uma grande preocupação por parte do diretor, já que os trabalhadores que aderiram à greve precisam estar assinando o ponto. Também foi levantada uma cobrança por parte de Brasília e da empresa, que informaram que havia mais de 80 leitos fechados, mas que, segundo os dados que tinham, apenas 26 pessoas estariam em greve.
Diante disso, ele solicitou que informássemos o quantitativo real de trabalhadores e trabalhadoras em greve. Nós esclarecemos que mais de 500 pessoas aderiram ao movimento, considerando que a categoria está distribuída em três turnos.
Ficou acordado que, ao final de cada dia, será informado o número atualizado de grevistas, para que esses dados sejam repassados à empresa e a Brasília, garantindo uma avaliação mais fiel da realidade.
SINTSEP-GO segue firme na defesa dos trabalhadores da EBSERH no HC-UFG
Em resumo, a assembleia desta manhã reforçou:
O SINTSEP-GO seguirá:
A luta no HC/UFG segue como parte de uma batalha nacional dos trabalhadores e trabalhadoras da EBSERH por respeito, valorização e condições dignas de trabalho e atendimento.
Uma nova proposta deverá ser apresentada pela empresa ainda hoje, 31 de março, às 17 horas.
*Com informações do SINTSEP-GO*