Escrito por: Juliano Cavalcante

Trabalhadores credenciados da saúde iniciam greve por valorização da categoria

Os trabalhadores credenciados da saúde iniciaram uma greve em defesa da valorização da categoria. O movimento é conduzido pelo SINDSAÚDE-GO, que deu início à paralisação com manifestações em frente as unidades.

Nesta terça-feira, 13 de janeiro de 2026, o SINDSAÚDE-GO, juntamente com o Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Goiás (Sinfargo), o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás (Sieg), o Sindicato de Enfermagem no Estado de Goiás (Sienf) e os trabalhadores credenciados da saúde, realizaram atos em defesa dos direitos da categoria em dois postos de atendimento da capital.

No CAIS Cândida de Morais, os trabalhadores se mobilizaram contra o fechamento da ala de urgência e emergência da unidade, que vem ocorrendo sem qualquer planejamento para garantir o atendimento à população e sem medidas para evitar a sobrecarga das unidades próximas. A iniciativa da Prefeitura de fechar uma ala essencial, sem diálogo com os trabalhadores, prejudica tanto quem atua no serviço quanto os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS).

Já no CIAMS do Jardim América, os trabalhadores credenciados reivindicaram do prefeito Sandro Mabel melhores condições de trabalho, pagamento em dia, valorização da categoria e um atendimento qualificado, humano e respeitoso para toda a população.

Durante as manifestações, o movimento também denunciou as agressões constantes sofridas pelos profissionais nas unidades de saúde e a falta de condições adequadas de trabalho para garantir um atendimento digno à população. Faltam insumos, medicamentos e materiais, além de profissionais em número suficiente, o que gera impactos negativos tanto para os trabalhadores quanto para os usuários, resultando em filas extensas e longas horas de espera.

Representaram o SINDSAÚDE-GO a presidenta Néia Vieira e os diretores Ricardo Manzi, Sirley Braga, Marlene Soares e Flaviana Alves. Em entrevista à CUT Goiás, Néia Vieira reforçou a importância da organização e mobilização dos trabalhadores e destacou os próximos passos da luta da categoria.

“Iniciamos o movimento de greve junto aos credenciados e, no dia 20, já temos uma assembleia marcada para que possamos unificar esse movimento com os servidores efetivos, porque as condições são as mesmas. Todos têm sofrido com o número reduzido de profissionais, a falta de insumos, materiais e medicamentos, além de unidades completamente sucateadas. Agora, a ideia é iniciar um movimento diferente. Sempre fizemos ações na porta das unidades e também vamos começar a utilizar a internet. A partir de amanhã, faremos lives para mostrar a realidade das unidades de saúde nas redes sociais. Já tivemos o fechamento da urgência e emergência do CIAMS Novo Horizonte, do Amendoeiras e agora há a iminência do fechamento no Cândida de Morais. O que temos observado é um planejamento da Prefeitura para justificar a privatização dessas unidades, e nós não podemos permitir que isso aconteça. Precisamos instrumentalizar a sociedade para que ela entenda que a privatização não é a solução para os problemas”, destacou.