Os(as) trabalhadores(as) da Rede Municipal de Educação de Goiânia, que estão em greve desde o último dia 12 de maio, realizaram na manhã desta terça-feira, 19 de maio, uma assembleia da categoria no CEPAL do Setor Sul, que deliberou pela suspensão do movimento grevista. A atividade foi organizada pelo SINTEGO e reuniu Professores(as) e Administrativos(as) que atuam nas escolas, CMEIs e creches do município.
A greve da categoria foi aprovada em Assembleia Deliberativa realizada pelo sindicato no dia 7 de maio, após a falta de avanços nas negociações com a Prefeitura de Goiânia e a ausência de respostas concretas às principais reivindicações apresentadas pelos(as) trabalhadores(as) da educação municipal.
Entre as pautas defendidas pela categoria estão o Plano de Carreira dos(as) Administrativos(as); a Data-Base 2026 dos(as) Administrativos(as); o retroativo do Piso do Magistério 2026; a implementação do Piso Nacional dos(as) Administrativos(as) da Educação (PL 2531/21); a aplicação da Lei do Descongela (Lei nº 226/26); o pagamento das progressões de Professores(as) e Administrativos(as); além da convocação dos(as) aprovados(as) no concurso público da rede municipal.
A categoria também reivindica melhorias relacionadas ao IMAS, inclusão escolar e nos CMEIs, além de cobrar posicionamento da administração municipal sobre a terceirização da merenda escolar em Goiânia.
Outras demandas apresentadas pelos(as) trabalhadores(as) envolvem a sobrecarga de trabalho burocrático, como a plataformização das atividades, a falta de autonomia pedagógica, o elevado número de avaliações externas ; além da situação dos(as) readaptados(as) de função/cargo.
Encaminhamentos
Durante a assembleia, foi apresentado aos trabalhadores(as) a proposta assinada pelo SINTEGO junto ao Tribunal de Justiça de Goiás, encaminhada após audiência pública realizada na tarde de segunda-feira, 18 de maio, no TJGO.
Na ocasião, a categoria foi representada pela presidenta em exercício do SINTEGO, diretora da CUT Goiás e vereadora por Goiânia, Ludmylla Morais, pelos advogados do sindicato Carlos Jubé e Flávio Cardoso; além da presidenta da Comissão de Educação da Assembleia Legislativa de Goiás e presidenta licenciada do SINTEGO, Bia de Lima.
Entre os principais pontos da proposta apresentada para os trabalhadores(as) e aprovada pela maioria, está o cronograma para conclusão do projeto de lei da reestruturação da carreira dos(as) Administrativos(as) da Educação. Pelo acordo firmado, a Prefeitura de Goiânia terá um prazo de 30 dias para finalizar a proposta, construída por meio de comissão composta por representantes da gestão municipal, do SINTEGO e dos(as) servidores(as) Administrativos(as). A previsão é de que a nova estruturação da carreira entre em vigor a partir de agosto deste ano.
A proposta também contempla a implementação do piso para os(as) Professores(as), além da apresentação da data-base dos(as) Administrativos(as) e do cronograma das progressões, que deve ser anunciado nos próximos 30 dias.
Outro ponto acordado envolve a aplicação da Lei do Descongela (Lei nº 226/26), com a realização dos cálculos necessários para o cumprimento da legislação. Também foi confirmada a convocação de 102 aprovados(as) no concurso público da rede municipal.
Segundo o acordo apresentado à categoria, não haverá corte de ponto nem qualquer tipo de retaliação aos(as) trabalhadores(as) que participaram do movimento grevista.
O SINTEGO também reforçou que permanecerá acompanhando o cumprimento dos compromissos assumidos pela Prefeitura de Goiânia. Caso os termos acordados não sejam executados dentro dos prazos estabelecidos, a categoria poderá retomar a greve no mês de agosto.