Escrito por: CUT-GO

SINDSAÚDE/GO reforça luta por saúde mental e aplicação da NR-1 na saúde pública

Goiás registrou 1.509 afastamentos de profissionais da saúde por transtornos mentais entre 2024 e 2026. De acordo com os dados da Secretaria de Estado da Saúde (SES-GO), foram 685 ocorrências em 2024, 614 em 2025 e 210 contabilizadas em 2026. Ansiedade, depressão e burnout fazem parte da dura realidade de quem sustenta o SUS no dia a dia.

Diante desse cenário alarmante, o governo estadual sancionou a Lei nº 24.265/2026 na última segunda-feira, 18 de maio, que institui a Política Estadual de Atenção à Saúde Mental dos Profissionais da Saúde Pública. A medida prevê ações de prevenção, acompanhamento, capacitação e melhoria das condições de trabalho, além da criação de uma semana estadual dedicada ao tema.

Para o SINDSAÚDE/GO a nova lei é um avanço que complementa a luta constante da categoria por reconhecimento e cuidado, mas é fundamental que a legislação seja colocada em prática de forma efetiva.

"Essa Política de Atenção à Saúde Mental não pode existir só no papel, é preciso garantir orçamento, estrutura e implementação real nos locais de trabalho. É urgente transformar diretrizes em ações concretas, com valorização, equipes completas e condições de trabalho dignas. São muitos os fatores que impactam a saúde mental dos trabalhadores e trabalhadoras do SUS", destacou a presidenta do SINDSAÚDE, Néia Vieira. 

Outro alerta imediato é a obrigatoriedade da inclusão dos riscos psicossociais no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), conforme a NR-1, que entra em vigor a partir do dia 26 de maio. "Não existe saúde pública promissora com trabalhadores adoecidos. Os fatores que provocam estresse, assédio moral, sobrecarga e burnout devem ser reconhecidos, prevenidos e fiscalizados também nos órgãos públicos com a implementação da NR-1", complementa Néia. 

Fonte: SINDSAÚDE-GO