Os textos foram apresentados em conjunto com outras entidades sindicais na Assembleia Legislativa de Goiás.
Na última quarta-feira, 26 de novembro de 2025, o Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (SINDSAÚDE/GO), juntamente com a Associação Brasileira de Enfermagem (ABEn), o Sindicato dos Trabalhadores Técnico-Administrativos em Educação (SINT-IFESgo) e o Sindicato dos Enfermeiros do Estado de Goiás (Sieg) apresentaram aos deputados Mauro Rubem e Gustavo Sebba, membros da Comissão de Saúde da ALEGO, um documento com propostas para enfrentar a violência contra os trabalhadores e trabalhadoras da Enfermagem.
O documento visa consolidar recomendações ativas, como o policiamento das unidades pela Guarda Civil Metropolitana (GCM) para a proteção dos trabalhadores e não apenas patrimonial, e preventivas; a criação de políticas estaduais; o reconhecimento da enfermagem como grupo vulnerável; a elaboração e cumprimento de protocolos combativos a assédios, a capacitação e o dimensionamento adequado; e ações de suporte após episódios de agressão, como apoio psicológico, jurídico e responsabilização das unidades que não adotarem medidas preventivas.
Por estar na linha de frente do atendimento, os profissionais da enfermagem seguem sendo os principais alvos de agressões, que incluem desde violência física e verbal até episódios de abuso de autoridade. Diante disso, a ausência de guardas municipais nas unidades de saúde é preocupante e agrava ainda mais o cenário.
Para a presidenta do Sindsaúde, Néia Vieira, a frequência das agressões não podem ser analisadas de forma isolada e o poder público deve tomar providências. "É fundamental entender que as agressões contra os trabalhadores e trabalhadoras da saúde não acontecem por acaso, elas são consequência direta do descaso do poder público com a falta de estrutura das unidades, dimensionamento inadequado de pessoal e desvalorização dos profissionais. Quando há poucos servisores para atender uma demanda enorme, quando faltam materiais, insumos e condições mínimas de trabalho, cria-se um ambiente que favorece o descontentamento e, infelizmente, a violência. Essas situações têm causado danos físicos e psicológicos sérios, inclusive em trabalhadores/as que estão chegando agora ao serviço público", explicou Néia.
"Qualquer tipo de agressão é inadmissível. A administração pública precisa assumir sua responsabilidade pelo que está acontecendo e tomar medidas imediatas. Proteger quem cuida da população é obrigação do Estado" destacou a presidenta do Sindsaúde, Néia Vieira.
O SINDSAÚDE tem recebido denúncias recorrentes de violências físicas e verbais, como racismo e homofobia, em Goiânia, especialmente na Região Noroeste e também em Aparecida de Goiânia, onde uma unidade registrou cerca de seis casos em menos de dois meses. Apesar de frequente entre profissionais da Enfermagem, a violência atinge todas as categorias, como demonstra o caso recente de uma médica agredida na UPA Parque Flamboyant.
Fonte: SINDSAÚDE-GO