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Semana Mundial de Aleitamento Materno - amamentar é um direito da mãe e do bebê

Reforma Trabalhista, ao permitir mães e gestantes em ambientes insalubres, as expõem a agentes nocivos à saúde

Publicado: 30 Julho, 2019 - 10h12

Escrito por: Maísa Lima

Wyllen Rodrigues
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Simone Ramos, coordenadora de Aleitamento Materno da Sociedade Goiana de Pediatria

A Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) prevê que a empregada tem direito, durante a jornada de trabalho, a dois descansos de 30 minutos cada um para amamentar seu bebê até que ele complete seis meses de idade. Isso foi preservado na reforma Trabalhista, que, entretanto, não teve a mesma sensibilidade em se tratando de insalubridade.

Conforme a nova legislação, o afastamento de mães e gestantes deve ocorrer somente quando a insalubridade alcança grau máximo. Como isso, elas são expostas a riscos provocados por agentes nocivos à saúde, tais como barulho, calor, frio ou radiação em excesso.

Diante da importância do tema e da proximidade da Semana Mundial de Aleitamento Materno – em Goiânia (GO) haverá programação especial no sábado (3) no Parque Flamboyant -, a Rádio Trabalhador (www.radiotrabalhador.com.br) entrevistou nesta segunda-feira (29) a médica Simone Silva Ramos, coordenadora de Aleitamento Materno da Sociedade Goiana de Pediatria.

Nutrição
Níveis de prevalência elevados de aleitamento materno estão associados a boas condições gerais de saúde e de nutrição da população infantil, sugerindo sua potencial resistência a infecções. “Ainda não conseguimos atingir a taxa de 80% de aleitamento até os seis meses de vida. Nesse período o bebê não precisa de mais nada. Nem de água. É importante que a amamentação continue até os dois anos, associada a outros alimentos”, ensina Simone.

A médica ressalta que crianças que são amamentadas até os dois anos de idade aumentam em dois pontos seu Quociente Intelectual (QI). “Esse alimento é de graça e ajuda a combater até a desigualdade social, já que a pessoa mais inteligente vai buscar mais conhecimento e este a levará a uma posição social mais confortável”, analisa.

Simone cobra mais apoio à mãe. “Às vezes ela desmama o bebê porque fica insegura, cansada, começa a achar que o leite está fraco, entra em depressão. A presença do pai é fundamental”, afirma, lembrando que atualmente as avós estão mais jovens e não têm disponibilidade para acompanhar filhas e netos nesse processo. “A maioria está trabalhando. Cabe ao pai ajudar”, reforça.

A coordenadora de Aleitamento Materno da Sociedade Goiana de Pediatria reforça o convite para gestantes, mães, pais e crianças compareceram ao Parque Flamboyant - que fica no Jardim Goiás - no sábado (3). "Teremos uma ampla programação, de avaliação do estado nutricional de gestantes à saúde do homem (pré natal do parceiro)", adianta.