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Relatório da OIT reafirma: mulheres trabalham mais e ganham menos

Em média, a cada semana elas dedicam 5,1 horas a mais para atividades laborais

Publicado: 20 Julho, 2012 - 12h51

Escrito por: Maisa Lima

A edição do jornal O Popular desta sexta-feira (20), traz matéria assinada pelas repórteres Lídia Borges e Karina Ribeiro, destrinchando os dados do relatório Perfil do Trabalho Decente no Brasil: Um Olhar Sobre as Unidades da Federação, divulgado nesta quinta-feira (19) pela Organização Internacional do Trabalho (OIT). Entre outros pontos, nele consta que, em média, a cada semana, as mulheres dedicam 5,1 horas a mais para as atividades laborais dentro e fora de casa. Em um ano, isso significa que elas tiveram cerca de dez dias a mais de trabalho.

Conforme o levantamento da OIT, em média, a mulher tem uma jornada laboral de 58 horas por semana, contra 52,9 horas do homem. "Essa é a soma do tempo de trabalho semanal fora de casa (43,4 horas deles e 36 horas delas) com o tempo dedicado aos afazeres domésticos (9,5 horas deles e 22 horas delas)", escrevem Lídia e Karina.

O relatório mostra que houve evolução da renda dos trabalhadores brasileiros entre os anos de 2004 e 2009, com maior margem para as mulheres: 21,6% de aumento, contra 19,4% dos homens. Mas, mesmo assim, elas ganham quase 30% menos que eles.

Como se vê, mesmo diante da redução ainda perduram expressivas desigualdades de gênero e raça, que contribuem decisivamente para a persistência de significativos déficits de trabalho decente entre mulheres e negros, como aponta José Ribeiro, coordenador Nacional do Projeto Monitorando e Avaliando o Progresso no Trabalho Decente (MAP), do Escritório da OIT no Brasil. 

CUT

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) participou ativamente das Conferências Estaduais e Nacional de Emprego e Trabalho Decente - as primeiras realizadas em 2011, sendo preparatórias para a nacional, que ocorreu em maio último. Presidente da CUT-Goiás, Bia de Lima lembra quais são as bandeiras da Central quanto a este tema. "No Brasil, o trabalho decente se traduz na defesa da redução da jornada de trabalho sem prejuízo do salário; na ampliação da oferta do primeiro emprego e da qualificação dos jovens; na garantia de emprego digno com carteira assinada; no respeito à organização sindical; no combate ao trabalho infantil e aquele ànalogo à escravidão; na igualdade de direitos entre homens e mulheres e contra a discriminação de gênero, raça ou orientação sexual."

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