O Internacional de la Educación América Latina (IEAL), realizado na Costa Rica, reúne lideranças sindicais e educadores de diversos países para debater os desafios da educação pública e da organização sindical.
O presidente da CUT Goiás e vice-presidente do PROIFES-Federação, professor Flávio Silva, participa de uma atividade do órgão Internacional de la Educación América Latina (IEAL), realizada na Costa Rica, que reúne lideranças sindicais e educadores de diversos países para debater os desafios da educação pública e da organização da classe trabalhadora no atual cenário latino-americano.
O encontro integra uma agenda estratégica da IEAL voltada ao fortalecimento da educação pública, gratuita e de qualidade, além de promover a construção de respostas coletivas frente ao avanço de políticas de privatização e precarização do ensino latino-americano . A atividade também se consolida como espaço de articulação internacional entre entidades sindicais, ampliando o intercâmbio de experiências e a construção de estratégias comuns de enfrentamento.
Durante o evento, será apresentada uma análise da conjuntura a respeito da realidade política enfrentada no Brasil, uma realidade marcada por forte instabilidade institucional, polarização e desafios à democracia. Entre os pontos destacados, estão a dificuldade do Executivo em avançar sua agenda diante de um Congresso Nacional majoritariamente de direita e com grande poder de controle orçamentário, além da crescente crise de credibilidade do Judiciário, especialmente do Supremo Tribunal Federal (STF), que passa a ocupar papel central no debate político nacional.
A análise também aponta que esse cenário impacta diretamente a organização da classe trabalhadora e o exercício da liberdade sindical no país. No Brasil, o debate atual não se limita mais à existência de sindicatos, mas às condições de sua sustentação financeira e autonomia. Após a reforma trabalhista de 2017, que extinguiu a contribuição sindical obrigatória e provocou uma queda significativa na arrecadação das entidades, o movimento sindical passou a enfrentar novos desafios para garantir sua capacidade de organização e representação.
Nesse contexto, a decisão do STF sobre a contribuição assistencial — que permite a cobrança a todos os trabalhadores da categoria, com direito de oposição — surge como elemento importante para reequilibrar o financiamento sindical, ainda que persistam entraves, especialmente no setor público, onde a ausência de regulamentação do direito de greve segue gerando insegurança jurídica.
Também serão destacadas as prioridades do movimento sindical brasileiro para o próximo período, entre elas o combate à precarização das relações de trabalho, a luta contra a pejotização e a terceirização irrestrita, a regulamentação do trabalho por aplicativos e a defesa da redução da jornada de trabalho, com o fim da escala 6x1.
A participação do professor Flávio no encontro internacional reforça o compromisso da CUT Goiás com a construção de uma agenda articulada entre os países da América Latina, baseada na solidariedade entre os povos e na defesa dos direitos sociais. Para a CUT Goiás, o fortalecimento da organização sindical em nível internacional é fundamental diante de um cenário global marcado pelo avanço de políticas neoliberais e pelo ataque aos direitos da classe trabalhadora.
Flávio reafirma o papel da CUT na luta por uma educação emancipadora e por um projeto de sociedade comprometido com a democracia, a justiça social e a valorização do trabalho.