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Policiais civis de Goiás se posicionam contra Reforma da Previdência

Presidente da Ugopoci afirma: "população está sendo enganada"

Publicado: 15 Abril, 2019 - 11h04 | Última modificação: 15 Abril, 2019 - 12h29

Escrito por: Maísa Lima

Maísa Lima
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José Virgílio (E) fala sobre as dificuldades enfrentadas pelos policiais civis

"A população está sendo enganada". A declaração é do presidente da União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci) José Virgílio Dias e diz respeito à Reforma da Previdência pretendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). Virgílio, que representa os cerca de 4,5 mil policiais civis de Goiás, pontuou que não existe o rombo que o governo federal vem alardeando (e em cuja propaganda já gastou mais de R$ 180 milhões) e afirmou que, como está, a reforma vai prejudicar o povo, principalmente o mais humilde e os trabalhadores rurais.

"É trágico o governo federal propor a capitalização", declarou o policial, referindo-se ao modelo proposto por Bolsonaro, que prevê a adoção de um modelo individual de capitalização, no qual cada trabalhador será responsável por administrar sua poupança individual. Atualmente, a Previdência é financiada por contribuições do governo, empresas e trabalhadores. E as aposentadorias, pensões e benefícios de quem está fora do mercado de trabalho são pagas por quem está na ativa. Esse sistema é chamado de regime de repartição tripartite. O presidente da Ugopoci mostrou-se preocupado com o estrago que essa mudança pode causar.

Contingente

José Virgílio também falou sobre os problemas enfrentados por sua categoria. Para ele, o mais grave é a redução do contingente, enquanto a população só aumenta. "O razoável seria contarmos com um efetivo de 7,5 mil policiais civis em Goiás e temos apenas 4,5 mil", declarou. Conforme o presidente da Ugopoci, mais de 50% dos municípios goianos não dispõem de policiamento civil, o que muito atrapalha "a primeira fase da instrução penal", uma das fases do procedimento penal na qual se produzem as provas tendentes ao julgamento final do processo.

Há situações, apontou Virgílio ao programa Antena Ligada desta segunda-feira (15), na Rádio Trabalhador (RT) - www.radiotrabalhador.com.br -, em que um delegado responde por cinco municípios. "Isso é impraticável para a realização de investigações que demandem tempo e estrutura", salientou. 

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