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Os escombros deixados pela reforma Trabalhista

Perito afirma: antes da nova legislação, sentença saía em seis meses. Agora previsão é demanda se arrastar de três a cinco anos

Publicado: 16 Agosto, 2019 - 13h08 | Última modificação: 16 Agosto, 2019 - 13h43

Escrito por: Maísa Lima

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A Justiça do Trabalho está se transformando rapidamente em escombros. É o que se pode concluir da fala do perito trabalhista e contador Piterson Maris. Em entrevista na manhã desta sexta-feira (16) à Rádio Trabalhador (www.radiotrabalhador.com.br), o especialista foi enfático: "antes da reforma Trabalhista, a Justiça do Trabalho era séria e eficiente. Em seis meses já saía a sentença. Agora a previsão é que os processos se arrastem de três a cinco anos", declarou.

A função do perito é formular perguntas relacionadas ao processo trabalhista. Antes da reforma, juízes conscientes determinavam ao empregador que depositasse o chamado adiantamento pericial, que permitia a esss profissional sair a campo e levantar provasa. Isso acabou. "Como se não bastasse, agora as empresas têm inúmeras chances para recorrer", pontua Piterson, que de 114 perícias anuais passou a fazer menos de 20. "A Justiça do Trabalho está às moscas", declarou.

Maísa LimaMaísa Lima
Professora Ludmylla Morais e o perito Piterson Maris na RT

Plenária

Para falar sobre a Plenária Sindical do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) esteve no estúdio da RT a secretária geral da entidade, Ludmylla Moraes. O evento acontece nesta sexta e sábado e reúne maiss de 500 delegados/as, que representam todo o Estado.

"Eles vêm para discutir a conjuntura política nacional, o plano de lutas, o calendário de atividades, bem como a definição das pautas mais importantes para as redes estadual e municipais. Também serão aprovadas as prestações de contas do Sintego, já que transparência e planejamento são marcas desta gestão", disse. Ludmylla também citou a disparidade que existe na Educação. "Há municípios, como Simolândia, por exemplo, que sequer têm plano de carreira e lá a prefeitura não reajusta os salários desde 2016. Por isso a rede municipal vai entrar em greve a partir desta segunda-feira (19)".

A Plenária leva o nome do professor Júlio César Barroso de Sousa. Ele era o coordenador pedagógico da Escola Estadual Céu Azul, em Valparaíso de Goiás e foi morto a tiros no dia 30 de abril deste ano, por um aluno da unidade, durante seu horário de trabalho.

A Plenária Sindical, de acordo com o Estatuto do Sintego, é a terceira maior instância do sindicato, sendo composta pela Diretoria Central, pelos presidentes das Regionais Sindicais, por um coordenador zonal e por representares eleitos na proporção de 1 (um) para cada 100 (cem) trabalhadores sindicalizados em cada Regional Sindical e cada Zonal.

Sindsaúde

O programa Antena Ligada - que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 10 às 11 horas - também contou com a participação, por telefone, da presidenta do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde), Flaviana Alves. Ela estava participando de uma assembleia dos trabalhadores de Senador Canedo e aguardava para ser rebida, junto com uma comissão, pelo secretário municipal de Saúde, Carlos Maranhão Gomes de Sá. "Queremos a isonomia da carga horária de 30 horas para todxs xs trabalhadorxs e melhorias nos salários dos técnicos de Enfermagem", disse.