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OS devolve ao Estado unidades de saúde em Goiás

Motivo seria a falta de repasses por parte da Secretaria Estadual de Saúde

Publicado: 05 Novembro, 2018 - 11h55 | Última modificação: 06 Novembro, 2018 - 10h03

Escrito por: Maísa Lima

Maísa Lima
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Flaviana e Ricardo, dirigentes do Sindisaúde-GO, preocupam-se com situação do Hugo e Hutrin

Desde que o governo de Goiás terceirizou, em 2012, a administração das suas unidades de saúde para as Organizações Sociais (OSs), mediante contratos milionários, o Sindicato dos Trabalhadores(as) do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde/GO) - filiado à Central Única dos Trabalhadores (CUT Goiás) - vem alertando para as mazelas que esta decisão provocariam, desde o aumento dos custos de manutenção até a redução no número de atendimentos, passando pela precarização do trabalho.

Eis que agora, seis anos depois, a falta de medicamentos, insumos, os atrasos de salários, greves, falta de profissionais e o atendimento precário chegaram a tal ponto em unidades como o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e o Hospital Estadual de Urgências de Trindade Walda Ferreira dos Santos (Hutrin), que a OS que administrava os dois, o Instituto Gerir, decidiu devolvê-los para a Secretaria Estadual de Saúde (SES).

Conforme os dirigentes do Sindsaúde, Flaviana Alves e Ricardo Manzi, a justificativa do Instituto Gerir é a ausência de repasses financeiros por parte da SES. "Só no Hugo a dívida supera os R$ 40 milhões", afirmaram nesta segunda-feira (5) no programa Antena Ligada da Rádio Trabalhador - www.radiotrabalhador.com.br -, que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 10 às 11 horas. Dados disponibilizados pela própria Secretaria Estadual da Saúde revelam que a dívida com as OSs atinge R$ 283 milhões. A ineficiência levou inclusive o Ministério Público de Goiás (MP-GO) a interditar o Hugo, um dos maiores hospitais do centro-oeste.

O momento é de muita insegurança também para os trabalhadores. Mais de mil funcionários contratados pelo Instituto Gerir estão se perguntando quem vai pagar suas rescisões contratuais.

"O Sindsaúde não aceita esse modelo de gestão. O que precisa haver é o investimento mínimo de 12% do orçamento em saúde e que o Estado reassuma suas unidades", declarou Flaviana. "O governador eleito Ronaldo Caiado (DEM) terá de fazer um estudo aprofundado nessa parceria Estado-OSs implantada por Marconi Perillo (PSDB). Há muitas irregularidades", acrescenta Manzi.

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