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O que o servidor público pode esperar de 2018

Em entrevista ao Antena Ligada, Gilberto Jorge vê um futuro sombrio para o Serviço Público

Publicado: 18 Janeiro, 2018 - 13h14

Escrito por: Maisa Lima, assessora de Comunicação da CUT Goiás

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Dirigente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Publico Federal em Goiás (Sintsep-GO), Gilberto Jorge foi o entrevistado desta quinta-feira (18) no programa Antena Ligada, que a Rádio Trabalhador (RT) - www.radiotrabalhador.com.br - leva ao ar de segunda a quinta-feira, das 10 às 11 horas, sob o comando do jornalista Roberto Nunes. 

O tema da entrevista foi a situação do serviço público brasileiro e as perspectivas do servidor para 2018. Um ponto saltou aos olhos ante a fala do sindicalista: vai ser preciso muita luta para evitar os retrocessos que o governo Michel Temer (PMDB) planeja para o setor.

Justiça do Trabalho

Um aspecto abordado por Gilberto foi a declaração do presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, defendendo o fim da Justiça do Trabalho, que classificou de “excrescência brasileira” e “babá de luxo”. A reação deve-se às decisões recentes que barraram a posse de sua filha, a deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ), como ministra do Trabalho. Ela é ré em um processo trabalhista, mas seu pai, que a sugeriu, disse que manterá a indicação “até o final”.

 
"Com a Reforma Trabalhista, o trabalhador terá de negociar com o patrão uma série de direitos que eram garantidos pela Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT), como 13º salário, horário de almoço, férias, etc. Se o patrão recusar e optar pela demissão, restará a esse trabalhador buscar a Justiça do Trabalho. Por isso querem acabar com ela", esclareceu Gilberto.
 
Sobre a Justiça Trabalhista, Jefferson declarou: “É socialista e populista. Não consigo entender o custo benefício dela. Temos 2% da mão de obra regular, reconhecida com carteira assinada, e 85% das reclamações trabalhistas do mundo. O que mostra que é uma indústria do reclamante, porque o reclamado sempre perde. Nós tínhamos que acabar com a Justiça do Trabalho, porque ela é uma excrescência brasileira, e julgar na Justiça comum”.
 
Reajustes
O governo federal congelou por 20 anos - através da Emenda Constitucional (EC) 95 - os investimentos no serviço público. Isso afetou a Educação, a Saúde, a Segurança Pública e, também, os salários dos servidores públicos. "O governo jogou o reajuste de 2018 para 2019, ao mesmo tempo que aumentou o índice de contribuição para a Previdência.
 
Enquanto isso, o número de pedidos de aposentadoria entre os servidores civis (não consideram os militares) federais disparou em 2017. De acordo com dados do ministério do Planejamento, de janeiro a novembro do ano passado, 21.371 pediram o benefício. É o maio volume desde 1998.
 
"O que está por trás de todas essas medidas do governo federal é o desejo de privatizar os serviços públicos. Inclusive, com a Reforma da Previdência, o que pretendem é instituir fundos de pensão para substituir o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Assim, ao invés de recolher para a União, o dinheiro do trabalhador iria direto para os bancos ou outras empresas privadas", alerta o sindicalista.
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