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O desmonte promovido pelo governo Bolsonaro e seus reflexos no campo e na cidade

Agricultura familiar luta pela continuidade das políticas públicas e servidores do INSS com saúde mental em estado crítico

Publicado: 26 Setembro, 2019 - 12h39

Escrito por: Maísa Lima

Cláudio Marques
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Mauro, Tonho e Nega falam dos desmontes que vêm abalando trabalhadores do campo e da cidade

A Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (Fetraf), que conta com mais de 300 assentamentos em Goiás, vai entregar nas mãos do secretário estadual de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, nesta quinta-feira (26), uma pauta com 13 reivindicações urgentes.

Para ter ideia das necessidades dos trabalhadores da agricultura familiar em Goiás, basta dizer que têm assentamentos que esperam a instalação de energia elétrica desde 2010, embora os projetos estejam prontos. “Queremos uma resposta, que marquem uma data, afinal”, pontuaram Antônio Chagas e Agajoeme Alves, a Nega, ambos da direção da Fetraf.

A Fetraf Goiás está em meio à Semana de Lutas em Defesa da Agricultura Familiar e Reforma Agrária. Nas atividades, desde debates entre agricultores e agricultoras familiares sobre os desafios para o desenvolvimento rural na atual conjuntura política, e audiências com representantes de governo relacionados ao setor agrário.

“O objetivo é garantir a continuidade de políticas públicas e programas que fortalecem a produção da agricultura familiar e da reforma agrária. Precisamos avançar no acesso à terra, na liberação das declarações de aptidão ao Pronaf (Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar), entre outras demandas que, devido aos desmontes das estruturas e cortes no orçamento, estão paralisadas”, cobrou Antônio Chagas.


INSS
Outra questão levantada pelo programa Antena Ligada desta quinta-feira (ele vai ao ar de segunda a sexta, das 10 às 11 horas, pela Rádio Trabalhador – www.radiotrabalhador.com.br – é a situação dos trabalhadores do Instituto Nacional da Seguridade Social (INSS).

O servidor da Agência da Previdência Social (APS) Goiânia Oeste, Raul Pereira da Silva; a diretora do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência (Sintfesp-GO/TO) e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Seguridade Social (CNTSS), Terezinha de Jesus Aguiar; e o diretor do sindicato e da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social (Fenasps), Mauro Mota participaram essa semana de duas importantes reuniões, em Brasília: audiência com o presidente do INSS, Renato Vieira e com a Câmara dos Deputados, para tratar de metas, reflexos na qualidade do serviço e impactos na concessão dos benefícios para a sociedade.

Pesquisa feita pela professora Ana Mendes, do Departamento de Psicologia Social do Trabalho (PST), da Universidade de Brasília (UnB), para avaliação dos efeitos físicos e psicológicos dos servidores, concluiu que os funcionários do INSS “estão com a saúde mental em grave risco e nível crítico”. A pesquisa foi apresentada em audiência pública na Câmara dos Deputados. “O número de servidores caiu muito. O governo não libera novos concursos e com isso os trabalhadores estão sobrecarregados”, pontua Mauro.