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Mulheres de Goiânia promovem ato de gratidão a Sabrina Bittencourt

Líderes de várias matrizes religiosas, feministas e ativistas de Direitos Humanos vão agradecer e honrar a vida da mulher que ajudou a desmascarar o médium João de Deus

Publicado: 07 Fevereiro, 2019 - 13h10 | Última modificação: 08 Fevereiro, 2019 - 10h09

Escrito por: Maísa Lima

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Sabrina Bittencourt mudava-se frequentemente de País devido às ameaças de morte

A mulher que ajudou a colocar atrás das grades o médium João de Deus, ou, como preferem as ativistas, João de Abadiânia, Sabrina Bittencourt tirou a própria vida por não aguentar mais a pressão. Perseguida, ela vivia se mudando de país em função das ameaças de morte. Fez o enfrentamento corajoso das violências sexuais no meio religioso e do tráfico de crianças e será homenageada nesta sexta-feira (8), em Goiânia (GO).

"Gratidão é a palavra que mais ecoa em nossos corações depois de sua partida. Choramos sua ausência, mas seguiremos sua luta apoiando as vítimas de violências sexuais cometidas pelo João de Abadiânia e pedindo justiça às violências que Sabrina Bittencourt ajudou a denunciar", pontua a psicóloga Cida Alves, do Núcleo de Vigilância às Violências e Promoção de Saúde da Secretaria Estadual de Saúde (SES).

O Ato Interreligioso Fé e Gratidão reunirá líderes de várias matrizes religiosas, feministas e ativistas de Direitos Humanos para homenagear Sabrina e se solidarizar às vítimas de João de Abadiânia. A concentração será às 9 horas desta sexta-feira (8), em frente ao Ministério Público (Rua 23, esquina com Avenida Fued José Sebba, Jardim Goiás.

Cida participou do programa Antena Ligada desta quinta-feira (7) e fez um desabafo: "atendo vítimas de violência há 21 anos e nunca havia me deparado com o grau de perversidade de João de Abadiânia". O médium está preso após ser denunciado por dezenas de mulheres por abusos sexuais que teriam sido cometidos durante tratamento espiritual. 

Negociação no campo

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Começaram as negociações dos acordos e convenções coletivas 

Outro tema abordado pelo Antena Ligada - que vai ao ar de segunda a sexta-feira, das 10 às 11 horas, pela Rádio Trabalhador (www.radiotrabalhador.com.br) - foi o início das negociações dos acordos e convenções coletivas de trabalho de quem atua em empresas rurais, a exemplo dos cortadores de cana. Paulo Célio de Jesus, vice-presidente da Federação dos(as) Trabalhadores(as) Rurais Empregados(as) Assalariados(as) de Goiás (Fetaer) disse que entidade já está percorrendo o interior, alertando a categoria.

"Temos de ficar atentos. Após a Reforma Trabalhista, o negociado prevalece sobre o legislado. Então temos de defender firmemente os nossos direitos nas convenções e acordo", pontua o dirigente, que por 16 anos trabalhou no corte manual de cana-de-açúcar em Rubiataba, distante 203 quilômetros de Goiânia.

Paulinho, como é conhecido, reafirmou a importância da sindicalização para fortalecer a categoria. "A mecanização já acabou com a maioria dos postos de trabalho. Já fomos 1,5 mil cortadores de cana em Rubiataba. Na última safra tinham 50", comparou. Ele também está preocupado com a Reforma da Previdência pretendida pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). "Os trabalhadores rurais não estão informados e se ela passar seremos duramente atingidos. Cabe a nós mobilizar a base", afirmou.

Maísa LimaMaísa Lima
Paulinho, da Fetaer e a psicóloga Cida Alves no estúdio da RT

 

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