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Grito dos Excluídos 2020 virtual terá Maricato, Boff e Stédile

Pandemia obriga as pessoas a ficarem em casa, mas o grito por terra, trabalho, teto e democracia vai ecoar por todo o Brasil neste 7 de setembro

Publicado: 04 Setembro, 2020 - 16h32

Escrito por: Maísa Lima

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Em meio ao caos social acontece a 26ª edição do Grito dos Excluídos, neste 7 de setembro. Trata-se de uma iniciativa da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), encampada pelos movimentos sociais e que há 26 anos chama a atenção da sociedade para as desigualdades e injustiças sociais que corroem o Brasil.

Em Goiás, a realização do Grito está a cargo do Fórum Goiano em Defesa de Direitos, Democracia e Soberania, que congrega mais de 60 entidades, entre elas a Central Única dos Trabalhadores (CUT Goiás).

O tema do Grito dos Excluídos 2020 é A Vida em Primeiro Lugar. Basta de Miséria, Preconceito e Repressão! Queremos Trabalho, Terra, Teto e Democracia! "Não é por acaso", observa a presidenta da CUT Goiás e do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego), Bia de Lima.

"Estamos assistindo a um retrocesso criminoso em todas as áreas. A perda de mais de 120 mil para a Covid19 e a inércia ou mesmo omissão do governo frente a isso. A economia vai se despedaçando, com o Produto Interno Bruto (PIB) recuando 4,7%. Em meio a todo esse caos o governo Jair Bolsonaro encampa uma“reforma” administrativa que significa o desmonte do Estado brasileiro, que põe em risco todos os serviços públicos prestados à população", analisa a sindicalista.

Teto

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) hoje existem 12,9 milhões de desempregados no Brasil, conforme pesquisa divulgada em março deste ano. Com a pandemia da Covid 19 é certo que este número sofreu acréscimo considerável.

"Com o desemprego, muitas pessoas se viram impossibilitadas de pagar aluguel e hoje vivem nas ruas, isso num Brasil em que, ainda 2015, a Fundação Getulio Vargas (FGV) já apontava um déficit habitacional de 7,757 milhões de moradias", observa Iêda Leal, coordenadora nacional do Movimento Negro Unificado (MNU), secretária de Combate ao Racismo da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) e secretária de Comunicação da CUT Goiás.

Terra

Se voltamos o olhar para o campo nos deparamos com o retrato mais definitivo da desigualdade social, que sempre foi o calcanhar de Aquiles do desenvolvimento nacional: menos de 1% dos proprietários agrícolas possui 45% da área rural do País.

Devido à pandemia o ato será realizado de forma virtual e conta com a presença de convidados do cenário nacional: a arquiteta e urbanista Ermína Maricato, coordenadora do BR Cidades; João Pedro Stédile, economista e membro da direção nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Teto (MST); e Leonardo Boff, teólogo, filósofo e professor universitário.