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Fetaeg quer mais recursos para a agricultura familiar

Elias D'Angelo foi eleito para a presidência da federação e quer melhor tratamento para a questão ambiental e mais dinheiro para a produção de alimentos

Publicado: 02 Outubro, 2020 - 16h10 | Última modificação: 02 Outubro, 2020 - 16h31

Escrito por: Maísa Lima

Divulgação
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A presidenta da CUT Goiás, Bia de Lima, e o presidente da Fetaeg, Elias D'angelo

A Chapa 2, encabeçada pelo atual secretário de Políticas Agrárias da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais, Agricultores e Agricultoras Familiares, Elias D’angelo, foi a vencedora das eleições para o quadriênio 2020/2024 com 202 votos, o equivalente a 50,25% dos 402 votantes.

O agora presidente da Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar do Estado de Goiás (Fetaeg), traz como lema de campanha “Honestidade e Compromisso com os Trabalhadores Rurais”.

Foi uma luta dura. A direita, como tem feito em diversas frentes, tentou de todas as formas arrebatar o controle da Fetaeg. Não faltou parlamentar para irrigar financeiramente campanha adversária. A Chapa 1, liderada por Sueli Pereira e Silva obteve 200 votos.

“Vamos defender os trabalhadores rurais, os(as) agricultores e agriculturas familiares do Estado de Goiás. Agradeço a todos e todas dirigentes sindicais que se mobilizaram e participaram dessa eleição, que foi um exemplo de democracia”, destacou Elias.

“O Movimento Sindical dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR´s) é um só, e com a união de todos(as) continuaremos com uma força e um único objetivo em prol de toda categoria”, acrescentou o novo presidente da Fetaeg.

Queimadas e Segurança Alimentar
Elias D’angelo sabe das lutas que vai enfrentar à frente da Fetaeg. A questão das queimadas, por exemplo, que este ano estão dizimando, sem distinção, cerrado, Pantanal e Floresta Amazônica, é uma preocupação. “Precisamos envolver o movimento sindical, do campo e da cidade, para exigir um melhor tratamento da questão ambiental por parte das diferentes instâncias de governo”.

Para o presidente da Fetaeg, a produção sustentável de alimentos saudáveis passa necessariamente por essa discussão. “Os próprios trabalhadores rurais e agricultores familiares precisam ser melhor conscientizados acerca desse problema. Danos ambientais são muito difíceis de serem recuperados”.

Elias, enquanto dirigente da Contag, participou da elaboração do Projeto de Lei (PL) 735, que dispõe sobre medidas emergenciais de amparo aos agricultores familiares do Brasil, para mitigar os impactos socioeconômicos da Covid-19.

“Os agricultores familiares não têm acesso ao crédito. Estão se endividando e mesmo assim não conseguem produzir”, pontua o dirigente. Vale lembrar que os agricultores familiares respondem por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros.

“Se não tem produção, as prateleiras dos supermercados ficam vazias e os preços sobem à alturas. Estamos em dificuldades e a tendência é de que o quadro se agrave. Precisamos de recursos!” cobra o presidente da Fetaeg.


Eis os principais objetivos que serão perseguidos pela Fetaeg, na gestão Elias D’Angelo:
• Crédito para os(as) agricultores(as) familiares;
• Organização e comercialização da produção;
• Fortalecimento da auto sustentabilidade político-financeira das entidades sindicais;
• Em defesa da previdência social, aposentadoria, Sistema Único de Saúde (SUS); Moradia Rural; Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), entre outros benefícios.

 

Saiba Mais
Elias D’Angelo Borges tem 52 anos e é de Morrinhos (GO). Já foi trabalhador assalariado rural. Agora é agricultor familiar, assentado da reforma agrária, com uma propriedade de 26 hectares no assentamento São Domingos dos Olhos D’água na sua terra natal. Começou sua militância no Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STTR) de sua cidade ocupando cargos de conselheiro fiscal, secretário-geral e presidente. Em seguida foi para a Fetaeg, onde foi secretário de Finanças e presidente. Em 2013, assumiu a Secretaria de Assalariados e Assalariadas Rurais da Contag. E no 12º Congresso da confederação, realizado em março de 2017, foi eleito secretário de Política Agrária.