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Escritora Cidinha da Silva faz roda de conversa na CUT Goiás

Atividade integra programação em torno do Dia Internacional da Mulher e acontece nesta sexta-feira (6)

Publicado: 04 Março, 2020 - 11h13 | Última modificação: 04 Março, 2020 - 11h38

Escrito por: Maísa Lima

Mundo Negro
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Dentro das comemorações pela Dia Internacional da Mulher (8 de Março), a Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás) vai realizar uma roda de conversa com a escritora mineira Cidinha da Silva. Será nesta sexta-feira (6), às 18 horas, na sede da Central, localizada à Rua 70, nº 661, Centro de Goiânia (GO).

Para quem não conhece, como a própria Cidinha se define, ela é uma escritora que tem posição política sobre as coisas e sobre o mundo. Presidiu o Geledés - Instituto da Mulher Negra e fundou o Instituto Kuanza, que promove ações de educação, ações afirmativas e articulação comunitária para a população negra. É autora de mais de 17 livros e vai dialogar com as mulheres goianas sobre a sua obra, que está intrinsicamente associada ao combate ao racismo.

Cidinha é defensora das ações afirmativas, como as cotas. "São estratégias de enfrentamento ao racismo e promoção da igualdade racial. Existem outras pessoas que se recusam a entender a operacionalidade do racismo, apegando-se à discriminação e às desigualdades sociais em detrimento da discriminação racial e suas desigualdades correlatas. E, por fim, existem pessoas de má fé, apegadas aos privilégios engendrados e consolidados pela branquitude no Brasil. Insistir na suposta polêmica é desviar o foco da Casa Grande, que insiste em subalternizar dos descendentes dos antigos habitantes das senzalas", pontua.

Para conhecer mais sobre o pensamento da escritora é só conferir a Roda de Conversa na CUT Goiás, a partir das 18 horas, nesta sexta-feira (6). E viva as mulheres de luta!

INSS

Revista VejaRevista Veja

Além da entrevista com a escritora Cidinha Silva, o programa Antena Ligada desta quarta-feira (4) - que vai ao ar pela Rádio Trabalhador (www.radiotrabalhador.com.br) de segunda a sexta-feira - ouviu também a diretora do Sindicato dos Trabalhadores do Sindicato dos Trabalhadores Federais em Saúde e Previdência dos Estados de Goiás e Tocantins (Sintfesp-GO/TO), Rita Aparecida de Azevedo.

Rita falou sobre a Medida Provisória (MP) publicada pelo governo federal na segunda-feira (2), com regras para a contratação temporária de servidores aposentados, em uma tentativa de diminuir a fila de benefícios à espera de análise do Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS). Já são mais de 2 milhões de brasileiros e brasileiras na fila aguardando a liberação de benefícios que vão desde aposentadoria até auxílio-doença.

Quem voltar ao trabalho receberá por produtividade ou com salário fixo. Nesse último caso, só poderá receber até 30% do salário de um servidor efetivo. "O governo está de novo adotando um paliativo. É necessária a realização imediata de concurso público, ou a carreira será extinta. Hoje, enquanto um servidor está analisando três ou quatro processos, outros dez dão entrada no INSS, assim fica muito difícil zerar a demanda represada", salientou.