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Entregadores de App estão recebendo menos e chamam para manifestação

O valor mínimo da corrida caiu para os entregadores, mas aumentou para os clientes. Em Goiânia (GO) manifestação está marcada para segunda (16), às 18 horas

Publicado: 10 Agosto, 2021 - 16h17 | Última modificação: 11 Agosto, 2021 - 12h55

Escrito por: Maísa Lima

Jonhson Araújo
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O entregador de aplicativo (app) Andreando Firmino de Oliveira, 39, esteve na sede da Central Única dos Trabalhadores do Estado de Goiás (CUT-GO) nesta terça-feira (10) para pedir apoio à luta da categoria que, segundo ele, vem sendo explorada por operadoras como Uber, IFood, Rappi, entre outras. A situação da categoria está tão precária que está chamando uma mobilização para a próxima segunda-feira (16), às 18 horas, com saída da doceria Mariana Perdomo, localizada na Avenida T-4, no Setor Bueno, em Goiânia (GO).

"O valor mínimo da entrega vem sendo reduzido para o entregador, mas aumentado para o cliente. Para nós caiu de R$ 5,00 para R$ 3,75. Já o cliente passou a desembolsar R$ 8,00. Para os App somos "sócios", mas nem mesmo uma capa de chuva ou a bolsa térmica eles dão pra gente. Tudo sai do nosso bolso", denuncia Andreando.

A verdade é que os entregadores se tornaram grandes aliandos da população nesta pandemia do  coronavírus. O serviço prestado por meio de aplicativos de delivery ajuda a manter muita gente em casa e a evitar a disseminação do vírus. Mas para esses trabalhadores, que enfrentam o risco do contágio diariamente - muita gente pede para que a entrega seja feita no próprio apartamento - os resultados são cada vez menos atrativos.

Mobilizados por sindicatos e associações, motoboys e ciclistas paralisaram as entregas em todo o País no último dia 1º de julho. Aqui em Goiânia, a categoria vai voltar a se manifestar no dia 16 de agosto, pedindo transparência na forma de remuneração, aumento das taxas por quilômetro percorrido e responsabilidade dos aplicativos por eventuais acidentes e infecções pela covid-19.