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Em Goiânia, ato do #18A termina nos Correios dizendo NÃO ao desmonte do Estado

Servidores públicos deram nesta quarta-feira (18) mais um exemplo de resistência indo às ruas em todo o País para alertar a população sobre o risco representado pela PEC 32 de Jair Bolsonaro

Publicado: 18 Agosto, 2021 - 12h01 | Última modificação: 18 Agosto, 2021 - 13h30

Escrito por: Maísa Lima

Déborah Queiróz
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Presidenta da CUT-GO Bia de Lima encerra ato reforçando a luta contra a privatização dos Correios

O Fórum Goiano em Defesa dos Direitos, da Democracia e da Soberania – composto por mais de 60 entidades, entre elas a CUT e demais centrais sindicais - realizou na manhã desta quarta-feira (18) ato em frente à Assembleia Legislativa de Goiás (Alego), em Goiânia (GO), alertando a população para o fim dos Serviços Públicos gratuitos, o que acontecerá se a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 32, mais uma maldade do presidente Jair Bolsonaro (ex-PSL), for aprovada pelo Congresso Nacional.

O desmonte será sentido em todas as esferas de governo: federal, estadual e municipal. Por isso, além de Goiânia, em Goiás foram programados protestos também em Jataí, cidade de Goiás, Cidade Ocidental e Rio Verde.

“É imprescindível que a população se dê conta que a reforma Administrativa proposta por Jair Bolsonaro através da PEC 32 aumentará a corrupção. A PEC 32 é a PEC da Rachadinhas”, sintetiza a presidenta da Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT-GO), Bia de Lima.

De acordo com a sindicalista, está em curso um ataque brutal aos direitos da classe trabalhadora. “Desde 2016 o governo federal vem sistematicamente transferindo recursos públicos para a iniciativa privada. A Lei do Teto dos Gastos Públicos (2016) e a reforma da Previdência (2019) são exemplos desse processo”, disse lembando que tudo começou com o golpe que destituiu a presidenta Dilma Rousseff.

SUS

A deputada estadual Adriana Accorsi (PT-GO) - na foto, à esquerda - destacou a importância do Serviço Público. "O que teria sido do povo sem o Serviço Único de Saúde (SUS) nessa pandemia? E a Educação, que mesmo tendo perdido mais de 200 profissionais para a Covid 19 foi obrigada a voltar presencialmente para a sala de aula, sem a garantia das duas doses da vacina?", questionou a parlamentar.

Bia de Lima - na foto, à direita - aproveitou a presença da deputada, que também é delegada da Polícia Civil, para denunciar comportamento da Polícia Militar (PM) ante solicitação de segurança para as imediações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Goiás (Sintego) durante a realização de Plenária no sábado (14). É alto o índice de roubo de veículos na região, mas a PM, ao verificar a presença de vários carros com adesivos pedindo a saída de Bolsonaro, se recusou. Foi necessária a contratação de segurança particular. "Vamos protocolar denúncia junto aos órgãos competentes. Desde quando a Polícia Militar faz a segurança da população a partir de posicionamento político?", questionou.

Estabilidade e corrupção

Há que se perguntar: se não houvesse estabilidade no Serviço Público, se as contratações se dessem ao bel prazer dos governantes do momento, as denúncias contra o mal uso do dinheiro público seriam feitas? Como a que levou à demissão do então ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, por exemplo? Ora, se a PEC 32 passar vai haver uma dilapidação nunca vista do patrimônio nacional.

Cláudio MarquesCláudio Marques

Os estudantes também participaram do #18ADiaDeLuta. O presidente da União Brasileira dos Secundaristas em Goiás, Ian Silva, cobrou respeito aos servidores públicos - seus pais são professores -, à juventude e o combate ao racismo. Emocionando, puxou os versos da saudosa cantora Clara Nunes em Canto das Três Raças:

Negro entoou
Um canto de revolta pelos ares
No Quilombo dos Palmares
Onde se refugiou
Fora a luta dos Inconfidentes
Pela quebra das correntes
Nada adiantou...

Sindicalismo

Muitos dirigentes sindicais participaram do ato em Goiânia. Um deles foi o presidente do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais de Goiás (Adufg), Flávio Alves da Silva, que respondeu ao deputado Arthur Oliveira Maia (DEM-BA), relator da Reforma Administrativa proposta por Bolsonaro. Maia disse nesta terça-feira (17) que apresentará um substitutivo na próxima semana. “Muitas considerações trazidas ao relator serão acatadas, afastando boa parte da proposta original”, anunciou.

Flávio foi enfático: "Não queremos mudança em relatório. Queremos a retirada da PEC da Rachadinha", ao que o o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Publico Federal (Sintsep-GO), ajuntou: "As Reformas Trabalhista e da Previdência sinalizam muito bem o que acontecerá: o caos. A Reforma Trabalhista destruiu a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT) prometendo mais empregos e temos 15 milhões de desempregados hoje no Brasil. A da Previdência destruiu a Seguridade Social no País. Vamos defender o Serviço Público e as empresas públicas da sanha desse governo", afirmou Ademar Rodrigues.