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CUT promete resposta dura ao decreto 7.777

Central vai entrar na justiça com Ação Direta de Inconstitucionalidade contra decreto governamental que prevê substituição de servidores em greve

Publicado: 08 Agosto, 2012 - 15h34

Escrito por: Maisa Lima

“A greve dos servidores públicos federais por reajuste salarial e pelo Plano de Cargos e Salários está cada dia mais forte e vai continuar ganhando adesões, até que o governo apresente uma contraproposta que possa ser analisada pela categoria”. A declaração é do secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT Nacional), Sérgio Nobre.

Em correspondência às CUTs Estaduais, Sérgio lembra que isso faz parte do processo de negociação e que a Central não vai abrir mão desta conquista democrática, apesar das duras medidas adotadas pelo governo federal, como o corte de ponto e o decreto nº 7.777, que prevê a substituição dos servidores públicos federais em greve por servidores estaduais e municipais.

Para o secretário-geral da CUT Nacional, esse posicionamento do governo federal só contribuiu para aumentar o conflito e colocar a Central em posição de embate. “Como a história já comprovou, a CUT é a Central mais experiente e preparada para este de luta. Nossa resposta será dura”, prometeu.

Justiça

Além de fortalecer a greve, até o fim desta semana a CUT Nacional, junto com as entidades que representam os servidores públicos federais, entrará na Justiça com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o decreto, que além de ferir o direito legítimo de greve dos servidores públicos federais, abre um precedente que poderá se voltar contra os servidores estaduais e municipais.

“O decreto é autoritário e prejudicial a todos os trabalhadores, especialmente os estaduais e municipais que têm remuneração menor e podem ser obrigados a substituir os companheiros dos órgãos federais sem nenhum adicional”, lembrou Sérgio.

Presidenta da CUT-GO, Bia de Lima tem se posicionado firmemente contra o decreto do governo federal, que a seu ver busca burlar a greve legítima dos servidores públicos federais. Em audiência com o secretário estadual de Saúde Antônio Faleiros Filho, ontem (7), ela pediu textualmente que o Estado não libere funcionários para cobrir os grevistas

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