Escrito por: CUT-GO

CUT participa da Jornada Nacional de Debates do DIEESE em Goiás

A CUT Goiás acompanhou nesta sexta-feira, 22 de maio, em Goiânia, a Jornada Nacional de Debates promovida pelo DIEESE em parceria com as centrais sindicais. Realizada na sede do SINPRO-GO, a atividade reuniu lideranças sindicais, pesquisadores(as) e trabalhadores(as) para discutir o tema “Disputar a renda, reduzir a jornada: o trabalho no centro do desenvolvimento”.

A jornada de debates acontece nas 17 capitais brasileiras onde o DIEESE mantém escritórios regionais, fortalecendo o debate nacional sobre valorização do trabalho, distribuição de renda e redução da jornada sem redução salarial.

Durante a atividade, foram debatidos os impactos das longas jornadas de trabalho e da escala 6x1 na vida da classe trabalhadora. Dados apresentados pelo DIEESE apontam que jornadas extensas afetam diretamente a saúde física e mental dos(as) trabalhadores(as), além de reduzirem o tempo destinado ao descanso, lazer, convívio familiar e qualificação profissional.

A diretora da CUT Goiás e do SINTFESP GO/TO, Terezinha Aguiar, destacou que a luta pela redução da jornada é histórica e acompanha a luta dos(as) trabalhadores(as) desde os primeiros processos de industrialização.

“Essa jornada tem uma história muito anterior à nossa. Lá na Revolução Industrial, trabalhadores(as) chegavam a cumprir jornadas de até 16 horas por dia, em condições extremamente precárias. A luta pela redução da jornada sempre esteve ligada à dignidade da classe trabalhadora”, afirmou.

Terezinha também ressaltou que a CUT já defendia a redução da jornada desde sua fundação, em 1983, e relembrou a disputa travada durante a Constituinte pela implementação das 40 horas semanais.

“A CUT, ainda em 1984, já colocava na sua agenda a redução da jornada. Na Constituinte, defendemos as 40 horas semanais. Na época, a jornada caiu de 48 para 44 horas, não havendo acordo. Portanto, já passou da hora de garantir a jornada de 40 horas sem redução salarial”, destacou.

Ao abordar a disputa pela renda, a dirigente reforçou a necessidade de ampliar a distribuição de riquezas produzidas pela classe trabalhadora no país.

“Para ter melhores salários, nós vamos ter que disputar renda. É disso que se trata. Quando o presidente Lula fala em colocar o pobre no orçamento, ele está falando justamente sobre isso: distribuição de renda e valorização da classe trabalhadora”, afirmou.

Os estudos do DIEESE apresentados no debate também apontam ainda que a redução da jornada pode contribuir para a geração de empregos, melhoria da qualidade de vida e aumento da produtividade.

Além dos impactos econômicos, também foi destacado os efeitos positivos para as mulheres trabalhadoras, que acumulam jornadas remuneradas e atividades domésticas e de cuidado não remuneradas.