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CUT Goiás divulga Nota de Repúdio à conduta da PM goiana

Central sindical exige apuração de arbitrariedade cometida contra o professor Arquidones Bites

Publicado: 01 Junho, 2021 - 10h56 | Última modificação: 01 Junho, 2021 - 11h04

Escrito por: Maísa Lima

Reprodução
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NOTA DE REPÚDIO

 

A Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT-GO) vem a público repudiar a atitude arbitrária da Polícia Militar de Goiás (PM-GO), que na segunda-feira (31) abordou e prendeu o professor e dirigente estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) Aquidones Bites nas proximidades de sua casa, em Trindade (GO).

Arquidones, que perdeu familiares na pandemia da Covid 19, se recusou a retirar de seu carro uma faixa com os dizeres ‘Fora Bolsonaro Genocida’. Na abordagem, o PM – que estava sem máscara – deu voz de prisão invocando a Lei de Segurança Nacional. O professor prestou depoimento na sede da Polícia Federal (PF), em Goiânia (GO) e foi liberado.

A CUT Goiás se solidariza com o professor Arquidones Bites, defende o direito que cada um tem de se manifestar e cobra uma apuração imediata dos abusos cometidos pela Polícia Militar.

A Secretaria Estadual de Segurança Pública (SSP) afirmou que o PM envolvido responderá a inquérito policial e procedimento disciplinar para apuração de sua conduta, mas esse comportamento arbitrário tem sido a tônica das abordagens policiais.

Segundo a PF, só no governo Bolsonaro já foram instaurados 85 inquéritos para investigar temas relativos à Lei de Segurança Nacional, que é de 1983, ou seja, de quando ainda vigorava a ditadura militar no Brasil. É mais do que o saldo dos 11 anos anteriores (2008-2018), quando foram instalados 81 inquéritos.

 

Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás)

Goiânia (GO), 1º de junho de 2021