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Conselho Municipal de Saúde condena nota técnica do Ministério da Saúde

Críticas são contra a volta das internações e choques elétricos em pacientes com transtorno mental

Publicado: 06 Fevereiro, 2019 - 12h31 | Última modificação: 06 Fevereiro, 2019 - 12h39

Escrito por: Maísa Lima

Maísa Lima
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Edivaldo também convida população a participar da 10ª Conferência Municipal de Saúde

No momento em que Goiânia realiza sua 10ª Conferência Municipal de Saúde, abordando uma série de temas, o Conselho Municipal de Saúde é surpreendido pela Nota Técnica, publicada pelo Ministério da Saúde, que incentiva o retorno dos manicômios e, ao mesmo tempo, libera a compra de aparelhos de eletroconvulsoterapia, os ultrapassados choques elétricos para tratar portadores de transtornos mentais.


“A Nota Técnica 11/2019 da Coordenação Geral de Saúde Mental, Álcool e outras Drogas reduz a importância dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPSs) e fortalece as chamadas comunidades terapêuticas, que pouco têm de comunidade e menos ainda de terapêutica. São, em verdade, espaço de inúmeras violações e pouquíssimos resultados”, sustenta uma nota que circula nas redes sociais e com a qual o presidente do Conselho Municipal de Saúde Edivaldo Bernardo de Lima disse concordar plenamente.

“As pessoas com problemas mentais estão sendo cuidadas por suas famílias, reintegradas à comunidade. Isso é um retrocesso absurdo. Essas clínicas saqueavam o Estado com as internações. É preciso que a sociedade diga não a esse retorno à Idade Média”, declarou Edivaldo ao programa Antena Ligada desta quarta-feira (6), na Rádio Trabalhador (www.radiotrabalhador.com.br).

Edivaldo também se mostrou preocupado com o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS). “Existe uma demanda crescente e os recursos estão cada vez mais escassos. Isso influencia desde o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), até a cobertura vacinal da população”.

O presidente do Conselho Municipal de Saúde de Goiânia conclamou toda a população a participar das conferências temáticas. “Esse é o momento e o local ideal para falarmos sobre nossas angústias e expectativas relacionada à saúde pública." Para mais informações ligue (62) 3524-1513 /3524-2999.

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