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Conferência vai debater como tecnologias de automação afetam o mundo do trabalho

Em Goiás, a Conferência de Formação acontecerá no dia 27 de abril, na sede da CUT em Goiânia

Publicado: 10 Abril, 2019 - 12h16 | Última modificação: 10 Abril, 2019 - 12h31

Escrito por: Maísa Lima

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A Central Única dos Trabalhadores no Estado de Goiás (CUT Goiás) se prepara para realizar no próximo dia 27 - um sábado - a Conferência Estadual de Formação. Acontecerá das 8 às 17 horas na sede da entidade (Rua 70, nº 661, Centro de Goiânia). O evento é preparatório para a Conferência Nacional, que será realizada em maio em Belo Horizonte (MG) e tem por objetivo debater e redimensionar a Política Nacional de Formação (PNF).

“O objetivo é defender e fortalecer o nosso projeto político-organizativo diante dos novos desafios impostos à CUT no cenário de pós reforma sindical, diante do governo de Jair Bolsonaro (PSL) e do futuro do mundo do trabalho”, pontua a secretária de Formação da CUT Goiás, Maria Cristina Rodrigues Evangelista.

Futuro
Vocês já ouviram falar em digitalização, Indústria 4.0 ou 4ª Revolução Industrial? Todas essas definições são variantes de um mesmo assunto que definem a era da sociedade em rede, onde as tecnologias para automação e troca de dados dominam a produção e os serviços.

Nesta “visão de futuro” parece que não vivemos a luta de classes entre Capital e Trabalho. Entretanto, no sistema capitalista em que vivemos 1% da população concentra 82% de toda a riqueza produzida por trabalhadores e trabalhadoras no mundo, segundo dados da Oxfam (confederação de 19 organizações e mais de 3 mil parceiros que atua em cerca de 90 países na busca de soluções para o problema da pobreza, desigualdade e da injustiça). Neste futuro dos sonhos, nem parece que seis homens brancos no Brasil concentram a riqueza de metade dos mais pobres do País.

Transformações
Como essas transformações tecnológicas estão afetando a vida da classe trabalhadora é um dos temas que a Conferência pretende tratar. Esse futuro chegou e no entanto a jornada de trabalho não diminuiu. O trabalhador e a trabalhadora têm cada vez menos tempo para lazer, convivência com a família, amigos e viagens...

Qual o lugar dos direitos dos trabalhadores e dos sindicatos nesse contexto? Toda essa tecnologia está a serviço de quem? Ela é acessível a todas as pessoas? Ou os capitalistas estão fazendo uso das novas tecnologias para acumular ainda mais dinheiro e precarizar as relações de trabalho?

Escuta
Nesta conferência Maria Cristina adianta que será estimulado ao máximo o processo de escuta dos trabalhadores e trabalhadoras para que seja possível avançar nos desafios da formação na perspectiva do fortalecimento do projeto político-organizativo do sindicalismo cutista.

“Hoje é fácil encontrar nas redes sociais a imagem perfeita do trabalho no século 21. É aquele trabalhador sem vínculo empregatício e sem direito trabalhista fazendo entrega de comida de um restaurante que não é onde ele trabalha, para alguém que a pediu por um aplicativo milionário que também não é onde ele trabalha, usando uma bicicleta que não é sua e pela qual ele paga a um banco bilionário que também não é onde ele trabalha. Ele não trabalha em lugar nenhum, sem vínculo empregatício e direitos trabalhistas, porém trabalha muito e provavelmente recebe pouco”, sintetiza a sindicalista.

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