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Centrais cobram urgência em reunião com Dilma e confirmam manifestação para abril

Trabalhadores querem discutir fim do fator previdenciário, redução da jornada, combate à terceirização e a manutenção da política de valorização do salário mínimo

Publicado: 28 Janeiro, 2014 - 10h03

Escrito por: Rede Brasil Atual

Em reunião realizada na tarde desta segunda-feira (27) na sede da União Geral dos Trabalhadores (UGT), em São Paulo (SP), representantes das centrais sindicais confirmaram a realização de um ato unificado em 9 de abril e reafirmam a necessidade de urgência para uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Essa reunião estaria pré-agendada para a próxima quinta-feira (30), mas o presidente da entidade, Ricardo Patah, informou que "o encontro sairá o mais breve possível".
 
Entre as principais reivindicações das centrais, estão o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o combate à terceirização e à rotatividade no mercado de trabalho e a manutenção da política de valorização do salário mínimo.
 
"Há um consenso bastante grande entre as centrais, tanto para os assuntos a serem tratados com o governo como para os temas trabalhistas a serem discutidos com a sociedade. Isso é importante porque temos em pauta a concepção de um projeto de desenvolvimento para todo o País", afirmou o secretário de Administração e Finanças da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Quintino Severo.
 
Direitos
"É fundamental que a presidenta nos receba, saiba das questões que estão nos preocupando, como por exemplo os juros que estão muito acima do planejado e o emprego de qualidade que ainda está longe de ser formalizado”, disse Patah.
 
O encontro reuniu ainda representantes da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Força Sindical e Nova Central. Os sindicalistas voltam a se reunir na terça-feira (4), às 14 horas, desta vez na sede da Força.
 
As centrais mantiveram posição unânime contra a formulação de uma Medida Provisória (MP) para contratação de serviços de curta duração, tema que vem sendo discutido com o governo e que deverá voltar à pauta em um encontro no próximo dia 6, no Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), incluindo representantes dos empresários. "Estranhamos muito essa questão ter sido colocada para debate, isso nos deixa desconfortáveis, porque não aceitaremos nada que possa flexibilizar e tirar direitos dos trabalhadores", afirmou Patah.
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