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Brasil vende suas estatais e por consequência, sua soberania

Programa Antena Ligada desta terça-feira debateu privatizações com o Dieese e o Sintect

Publicado: 06 Fevereiro, 2018 - 13h25

Escrito por: Maisa Lima, assessora de Comunicação da CUT Goiás

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O papel das empresas estatais, seja no Brasil ou em qualquer outro país, tem sido, historicamente, contribuir para o desenvolvimento tecnológico. Embora as estatais brasileiras sejam lucrativas, o governo de Michel Temer (MDB) está contaminado pela febre da desestatização. 

O programa Antena Ligada - que vai ao ar das 10 às 11 horas na Rádio Trabalhador (www.radiotrabalhador.combr) - desta terça-feira (6) entrevistou Eziraldo Vieira, secretário de Finanças, Administração e Patrimônio do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos e suas Concessionárias, Permissionárias, Franqueadas, Coligadas e Subsidiárias no Estado de Goiás (Sintect-GO), que falou sobre privatização x função social dos Correios; e conversou também com a coordenadora técnica do Departamento Intersindical de Estudos e Estatítica Sócio-Econômicas (Diesse), Leila Brito, que detalhou a mais recente Nota Técnica do Dieese, sobre a atual política de desestatização do governo federal. Além deles, como acontece toda terça-feira, no estúdio esteve presente também Orvandil Barbosa, do Blog Cartas Proféticas.

Leila lembrou que um dos principais aspectos de diferem uma estatal de uma empresa privada é a disponibilidade de fazer investimentos a longo prazo e prover a população de serviços essenciais à vida, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento básico, etc. E tudo isso está sendo posto à venda a preço de banana.

"Querem fazer o mesmo com a Previdência Social. Ela não é deficitária. O maior problema que ela está enfrentando é provocado pela recessão econômica. Temos 12 milhões de desempregados atualmente, que deixaram de contribuir com o Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS)", pontua a economista.

Eziraldo salientou o processo de desmonte que vem sofrendo a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) justamente para fazê-la cair em descrédito junto à opinião pública e logo em seguida privatizá-la. "Os trabalhadores dos Corresios estão sobrecarregados. Entregamos até leite materno nos rincões mais longínquos do País e agora querem destruir a empresa que tem um papel importantíssimo na soberania nacional", destacou o dirigente do Sintect-GO.

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