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A difícil missão de ser sindicalista no Centro-Oeste

Governadores eleitos na região são francos defensores do agronegócio e da concentração de renda

Publicado: 29 Novembro, 2018 - 16h10 | Última modificação: 30 Novembro, 2018 - 12h47

Escrito por: Maísa Lima

Maísa Lima
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Começa em Goiânia o Encontro Regional de Formação do Centro-Oeste

Não será nada fácil para o movimento sindical fazer o enfrentamento com os governadores eleitos para administrar os Estados da Região Centro-Oeste e do Tocantins. Não que alguma vez tenha sido. Ocorre que agora a classe trabalhadora terá de negociar com nomes francamente favoráveis ao agronegócio e à concentração de renda, como Ronaldo Caiado (DEM), eleito no primeiro turno em Goiás; Ibaneis Rocha (MDB), no Distrito Federal; Mauro Mendes (DEM), no Mato Grosso; Reinando Azambuja (PSDB), em Mato Grosso do Sul; e Mauro Carlesse (PHS), no Tocantins.

Esse alerta foi feito por Rodrigo Rodrigues, da Central Única dos Trabalhadores do Distrito Federal (CUT-DF) e referendado por Iêda Leal, vice-presidenta da CUT Goiás, ambos presentes à abertura do Encontro Regional de Formação (Ecofor), a assembleia geral da Escola Centro-Oeste de Formação Sindical da CUT Apolônio de Carvalho (EcoCUT) e a Oficina de Formação de Formadores Continuada, que acontecem em Goiânia (GO), desta quinta-feira (29) até sábado (1º). Participam cinco sindicalistas por Estado.

"Não temos esperança de fazer um debate minimamente humano", pontuou Iêda, lembrando que enquanto sobra truculência dos poderes constituídos para com a classe trabalhadora, os rentistas, que ganham dinheiro apostando na bolsa ou comprando papéis do governo, tiveram resguardados os seus lucros pela Emenda Constitucional (EC 95), que por outro lado congelou por 20 anos os investimentos em Educação, Saúde e Segurança Pública. 

Conferência de Formação

O Ecofor é um encontro de preparação para a 4ª Conferência Nacional de Formação da CUT, que acontecerá em maio de 2019.  Pérsio Plensack, coordenador da Secretaria Nacional de Formação (SNF) da CUT Brasil e palestrante da segunda mesa da tarde desta quinta-feira, lembrou que existe um hiato de 13 anos entre a 3ª e a 4ª conferências, que vai se debruçar sobre o Plano Nacional de Formação da Central. "Houveram muitas mudanças no mundo do trabalho e a nossa formação tem que refletir esse cenário", analisou.

Quanto à assembleia geral, acontecerá na manhã de sexta-feira (30), quando haverá prestação de contas de 2016 e 2017 e a recomposição do Conselho Fiscal, entre outros encaminhamentos.

Para a tarde de sexta-feira está prevista a Oficina de Formação de Formadores Continuada: A Educação e a Concepção dos Trabalhadores (as) da CUT e Apresentação dos Programas de Formação da CUT, com César Azevedo, o Cesinha, educador da EcoCUT.

No sábado (1º) estão previstas mais duas oficinas: No contexto atual, qual é o papel estratégico da EcoCUT e da formação na região, com Jeová Simões, educador colaborador da EcoCUT; e Planejamento e eixos estratégicos da formação por Estado até julho 2019, com Cesinha.

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